Pernambuco realiza o Encontro Estadual da 6ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional +2
O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas (SAS), em parceria com o Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA-PE), realizou, nesta terça-feira (19), em Pesqueira, o Encontro Estadual da 6ª Conferência de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável +2. O encontro, realizado no Hotel Estação Cruzeiro, reuniu representantes de movimentos sociais, agricultores familiares, povos indígenas, quilombolas, pesquisadores, gestores públicos e organizações da sociedade civil em um dia de debates sobre o enfrentamento à fome em Pernambuco.
O objetivo central foi avaliar os avanços desde a 6ª Conferência Nacional de 2023 e atualizar prioridades diante dos desafios atuais relacionados à fome, à pobreza e ao acesso à alimentação adequada. Os debates também reforçaram o papel do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) e da integração entre governos locais e sociedade civil na construção de políticas públicas que cheguem, de fato, às famílias que mais precisam.
O secretário executivo de Combate à Fome, Felipe Medeiros, ressaltou que o encontro é um momento de balanço e de reafirmação de compromissos. “A conferência nos permite olhar para trás e reconhecer os avanços, mas também projetar os próximos passos. É um espaço de construção coletiva, onde governo e sociedade se unem para garantir que nenhuma família pernambucana fique sem acesso à alimentação adequada”, destacou.
Entre os temas discutidos estiveram a segurança alimentar em situações de emergência, o combate ao desperdício de alimentos, a promoção da alimentação escolar saudável, o fortalecimento da agricultura familiar, a soberania alimentar, os direitos de povos indígenas e quilombolas e os impactos das mudanças climáticas na produção e no abastecimento de alimentos.
Em Pernambuco, os debates também dialogaram com resultados recentes, como a redução de 25% na insegurança alimentar grave entre 2023 e 2024, que retirou cerca de 146 mil pessoas da fome severa. Esses avanços foram associados ao fortalecimento do SISAN, à ampliação das cozinhas comunitárias e solidárias, ao Programa Mães de Pernambuco e às ações do Pernambuco Sem Fome.
Para a gerente geral de Combate à Fome, Maríllia Torres, a participação social é decisiva nesse processo. “Cada grupo de trabalho trouxe contribuições valiosas. O que se discutiu aqui não fica apenas no papel, mas orienta políticas públicas que chegam até as comunidades. É a força da escuta e da participação que dá legitimidade às nossas ações”, afirmou.



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