Do primeiro Enem ao sonho do Serviço Social, 300 estudantes dos Compaz fazem aulão nesta quinta

Encontro gratuito da Rede de Cursinhos Populares Alcides Nascimento acontece hoje (5), a partir das 16h, no Auditório do Senac, em Santo Amaro, três dias antes da primeira prova

O auditório do Senac, em Santo Amaro, recebe a partir das 16h desta quinta-feira (5) cerca de 300 estudantes que passaram o ano se preparando de graça para o Enem nos Centros Comunitários da Paz, os Compaz, da Prefeitura do Recife. O aulão da Rede de Cursinhos Populares Alcides Nascimento é o último encontro da turma antes da prova, marcada para domingo (8).

Na plateia, as idades e os planos variam. Tem estudante do Compaz Leda Alves, no Pina, que quer passar em Serviço Social, tem quem vai fazer o Enem pela primeira vez e tem quem conta que viu no cursinho uma grande oportunidade e decidiu agarrar. Entre os estudantes, a avaliação se repete, com elogios ao ensino e aos professores.

A tarde junta revisão de questões do Enem, dicas para o dia da prova, apresentações de cultura e arte e sorteio de brindes. “Queremos garantir condições reais para que a juventude da periferia ocupe os espaços da universidade pública”, afirma Ste Vilela, advogada e fundadora da Rede de Cursinhos Populares Alcides Nascimento.

O cursinho funciona nas seis unidades do Compaz, com 40 professores e 20 coordenadores, e cada estudante recebe auxílio permanência de R$ 200 por mês até o exame. A iniciativa é realizada com o Instituto Abayomi, integra a Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), do Ministério da Educação, e tem parceria da Secretaria de Cidadania e Cultura de Paz (Secpaz).

“Cada unidade do Compaz virou sala de aula para quem estuda no contraturno da escola ou depois do trabalho”, afirma o secretário de Cidadania e Cultura de Paz, Rafael Arruda.
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CONSULTORIA POLÍTICA & DESENVOLVIMENTO Jadson d’Pádua | Birosca Diretor-presidente & especialista em mentalismo EDITORIAL DE ABERTURA Bem-vindos à primeira edição da nossa coluna. No Café com Birosca, acreditamos que a política não começa nas urnas, mas na mente. Nesta estreia, convido você a refletir sobre o alicerce invisível que sustenta grandes lideranças: a mentalidade. Sirva-se de uma xícara e boa leitura. A mentalidade é o primeiro passo: o alicerce invisível da política Muitos aspirantes à vida pública acreditam que a jornada começa com a filiação partidária, a formação de uma base eleitoral ou a contratação de uma equipe de marketing. No entanto, em meus anos de consultoria e de estudo do comportamento humano por meio do mentalismo, aprendi uma verdade fundamental: a política começa muito antes — no silêncio da própria mente. Há um abismo colossal entre “querer estar na política” e estar mentalmente preparado para ela. O desejo é o combustível, mas a mentalidade é o motor. Sem um motor calibrado, o combustível apenas queima, sem direção. Observo frequentemente indivíduos talentosos, com recursos e boas intenções, naufragarem antes mesmo de a campanha começar. O motivo? Fragilidade emocional e falta de autoconhecimento. A expertise que trazemos ao Café com Birosca não se limita às estratégias de voto: envolve também a construção do ser humano por trás do candidato. O mentalismo aplicado à consultoria política nos permite identificar padrões de comportamento, crenças limitantes e gatilhos emocionais que podem se tornar decisivos em um debate ou em uma crise de imagem. O autoconhecimento é a armadura do político moderno. Antes de se expor ao julgamento público — implacável e constante —, é preciso reconhecer as próprias vulnerabilidades. Quem não conhece suas sombras corre o risco de ser dominado por elas diante das câmeras. Uma mente treinada não reage impulsivamente às provocações: responde com estratégia. Essa é uma das diferenças entre o amador e o estadista. Imagine um candidato que, ao ser atacado por um oponente, perde a compostura. Ali, talvez não tenham faltado argumentos, mas controle emocional. Por outro lado, ao observar grandes figuras históricas, percebemos que a resiliência, a capacidade de compreender o ambiente e a empatia são frutos de um rigoroso trabalho interno. A mente molda a postura, o tom de voz e até as microexpressões que podem transmitir — ou abalar — a confiança. Para quem busca a reeleição, o desafio mental é outro: evitar a arrogância do poder e a cegueira do gabinete. É preciso manter a mente aberta e conectada às raízes que levaram à eleição, revisitando a própria trajetória com humildade e disposição para ouvir. Entrar na política sem preparar a mente é como navegar em mar aberto sem bússola. No Café com Birosca, nosso compromisso é oferecer não apenas o mapa, mas também compartilhar ferramentas para que cada liderança compreenda melhor a si mesma, enfrente os desafios com equilíbrio e permaneça conectada às pessoas que representa. Porque, antes de conquistar votos, é preciso conquistar clareza. E toda grande caminhada política começa dentro de nós. © 2026 Café com Birosca. Todos os direitos reservados.

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