Programa Mães de Pernambuco completa dois anos e transforma a vida de mais de 145 mil mulheres
Programa de transferência de renda do Governo de Pernambuco apoia mães em situação de vulnerabilidade
O Programa Mães de Pernambuco, iniciativa do Governo do Estado, através da Secretaria de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas (SAS), voltada para mulheres em situação de vulnerabilidade, completa dois anos em maio de 2026, consolidando-se como uma das principais políticas sociais de Pernambuco direcionadas a gestantes, mães e responsáveis por crianças de zero até seis anos (72 meses), alcançando mulheres em todas as regiões do estado.
Desde seu lançamento, o Mães de Pernambuco já chegou a mais de 145 mil mulheres, que encontram na iniciativa um suporte direto para enfrentar as dificuldades do dia a dia e organizar melhor a rotina de cuidado com os filhos. O foco é quem está na base da renda e reúne múltiplas vulnerabilidades, especialmente as responsáveis pelo cuidado de crianças pequenas.
Na prática, o programa aparece no orçamento e na mesa das famílias. Em muitos lares, o Mães de Pernambuco é o que garante a compra de alimentos, fraldas, produtos de higiene e o pagamento de contas essenciais. É o caso de Rebecca Samara, mãe beneficiária que viu a rotina mudar com a chegada do programa. Antes, ela vivia apenas com o Bolsa Família e enfrentava dificuldades para conciliar despesas de água, energia e alimentação das crianças. Hoje, relata que o apoio do programa permite colocar comida na mesa com mais regularidade e organizar melhor as necessidades dos filhos.Cátia Eulina, mãe atípica, moradora do município de Arcoverde, resume o impacto do programa em uma frase que poderia estar em muitas casas pernambucanas. “O Mães de Pernambuco chegou em um momento em que eu realmente precisava e, desde então, tem feito diferença na minha vida e na vida dos meus filhos. Tenho uma filha autista de 4 anos, crio um menino há oito anos e ainda preciso conciliar tudo isso com o trabalho para sustentar minha família. Todo dia 7 eu já sei para onde vai aquele dinheiro, porque ele ajuda muito dentro de casa. O mais gratificante é poder ver o sorriso das crianças e proporcionar momentos felizes para elas. Sou contemplada desde o começo do programa e nunca deixou de faltar”, contou.O compromisso do Estado também aparece no volume de recursos destinados à iniciativa. Até o momento, o Mães de Pernambuco já pagou R$ 717,4 milhões às beneficiárias, sendo R$ 150 milhões em 2026, o que evidencia a prioridade orçamentária dada ao programa dentro da política de combate à fome e à pobreza em Pernambuco.
Para a secretária da SAS, Andreza Pacheco, o programa ocupa um lugar central na estratégia de proteção social do Estado. Ela destaca que o Mães de Pernambuco nasce da escuta direta das mulheres e segue atento à realidade de quem cuida de crianças pequenas. “Em dois anos, o Mães de Pernambuco mostrou que políticas sociais desenhadas a partir da vida real das mulheres fazem diferença concreta. Quando o Estado apoia essas mães, protege também o desenvolvimento das crianças e fortalece as famílias nos territórios onde a desigualdade é mais dura”, avalia
Para participar, a mulher precisa cumprir cinco requisitos simultaneamente: morar em Pernambuco, ser responsável familiar, estar cadastrada no Bolsa Família com dados atualizados no Cadastro Único, não ter vínculo de trabalho formal e ser gestante ou mãe/responsável por criança de zero até seis anos. A seleção considera primeiro a menor renda por pessoa da família e, em seguida, critérios de vulnerabilidade social, priorizando quem enfrenta as situações mais duras no cotidiano.
As confirmações acontecem em ciclos mensais, contemplando, a cada ciclo, as 100 mil mães mais vulneráveis do estado, e são feitas de forma digital. As interessadas acessam o site www.maesdepernambuco.pe.gov.br
Ao completar dois anos, o Mães de Pernambuco se mantém como um dos principais indicadores de segurança alimentar e nutricional entre famílias em vulnerabilidade, contribuindo para melhorar as condições de vida, reduzir a insegurança alimentar grave e reforçar o foco do Governo de Pernambuco nas mulheres e na primeira infância.




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