“Ser livre é ter a possibilidade de melhorar sempre, mudar, se reconstruir”, afirma Andrea Beltrão em entrevista a Lázaro Ramos

Lázaro Ramos e Andrea Beltrão. Crédito: Ana Paula Amorim

Atriz conversa sobre liberdade artística, memória, criação e personagens marcantes em episódio inédito do “Espelho – 20 Anos Depois”, programa que vai ao ar dia 20 de março, às 22h, no Canal Brasil

O programa “Espelho – 20 Anos Depois”, dirigido e apresentado por Lázaro Ramos, recebe a atriz Andrea Beltrão em um episódio inédito que vai ao ar no dia 20 de março, às 22h, no Canal Brasil. Na conversa, a atriz revisita momentos importantes da carreira, fala sobre a relação profunda com o teatro, comenta personagens marcantes e reflete sobre liberdade artística, criação e as mudanças no mundo cultural ao longo das últimas décadas.

Ao recordar como estava sua vida há 20 anos, Andrea conta: “Minha lembrança mais forte é a inauguração do Teatro Poeira, fazendo a peça ‘Sonata de Outono’ (2005), de Aderbal Freire-Filho (1941-2023), com a Marieta Severo”. Lázaro observa que a trajetória da atriz parece sempre “costurada pelo teatro” e ela confirma: “Sou apaixonada”.

A conversa também passa por um dos papéis mais lembrados de sua carreira, a jornalista Zelda Scott na série “Armação Ilimitada” (1985-88), dirigida por Guel Arraes, Ignácio Coqueiro, José Lavigne e Paulo Afonso Grisolli, na qual vivia um triângulo amoroso. Para ela, a série representou um momento formador: “Foi como uma faculdade do nosso ofício. Eu acompanhava a edição de perto e me apaixonei por esse universo”.

Segundo a atriz, o impacto do trabalho só se revelou com o tempo. “Quando você está vivendo uma coisa muito forte, não percebe o que está acontecendo. Vai vivendo da maneira mais franca e aberta possível. Só fui perceber que a série estava trazendo assuntos interessantes bem depois”, relembra.

No teatro, Andrea comenta a experiência recente com o espetáculo “Lady Tempestade” (2024-25), dirigido por Yara de Novaes e inspirado na advogada Mércia Albuquerque, conhecida por defender presos políticos durante a ditadura. “A Yara se impressionou com a história daquela advogada do Nordeste que salvou tanta gente da morte”, diz. A atriz destaca também a dimensão humana da personagem: “Ela vivia em meio aos maiores sofrimentos e, mesmo assim, tinha muita poesia dentro dela, uma relação solar com a vida”. Para Andrea, interpretar Mércia foi um processo de aprendizado: “O teatro tem algo muito maior que a gente, que nos faz compreender, não julgar e perceber outras formas de vida”.

A atriz também relembra a criação do Teatro Poeira em 2005, no Rio de Janeiro, idealizado por ela e Marieta Severo. Segundo Andrea, o projeto nasceu do impulso. “Era uma fixação da Marieta e um dia, conversando, resolvemos procurar um espaço. Não existiu uma razão concreta para criar. Foi tudo no impulso e na paixão”, conta.

Durante a entrevista, ela fala ainda sobre o desafio de interpretar Hebe Camargo no cinema. Inicialmente, Andrea achava não ter nada em comum com a apresentadora. “Pensei: ‘eu não tenho nada a ver com a Hebe’, mas aceitei porque sou curiosa”. A preparação durou cerca de dois anos, com estudos de prosódia, teses, etc. O ponto de virada veio ao assistir a uma entrevista da artista. “Ela falava sobre como queria que fosse a morte dela. Aquilo me capturou completamente. Ela falava a mesma coisa que eu queria, e aí me libertei um pouco e fui na cara e na coragem.”

Ao final da conversa, Andrea comenta a escolha dos filhos — que também seguiram carreira artística — e compartilha reflexões sobre os desafios contemporâneos da exposição pública. Para ela, a pressão por visibilidade constante pode ser desgastante. “Essa necessidade de se expor o tempo todo, de estar sempre na pauta com opiniões, eu acho muito massacrante”, afirma. A atriz ressalta a importância do silêncio e da vulnerabilidade: “Nossa vida é costurada pelas poucas vitórias reais e também pelos fracassos, angústias e ignorâncias. Tudo isso alimenta a curiosidade e o desejo de conhecimento”.

Andrea conclui com uma reflexão sobre liberdade. “Ser livre é ter a possibilidade de melhorar sempre, mudar, se reconstruir, pedir desculpas. Tenho medo quando a liberdade vira um padrão, um estandarte, porque isso reduz o que a gente pode ser e alcançar.”

Espelho – 20 Anos Depois (12X25’) – Inédito

Horário: Sexta, 20/03, às 22h

Alternativos: 22/03, às 10h30; 24/03, às 14h30; e 25/03, às 19h

Episódio: Andrea Beltrão – Temp.16 Ep8

Direção: Lázaro Ramos

Classificação: Livre

Sinopse: A atriz Andrea Beltrão declara o seu amor pelo teatro, fala da parceria com Marieta Severo para a criação do Teatro Poeira e relembra alguns personagens marcantes de sua trajetória.
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                                                                                                                                                              FOTOS PARA IMPRENSA

 

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CAFÉ COM BIROSCA EDIÇÃO 01 - 2026 LEITURA ESTIMADA: 7 MIN CONSULTORIA POLÍTICA & DESENVOLVIMENTO Jadson d'Pádua | Birosca Diretor Presidente & Especialista em Mentalismo EDITORIAL DE ABERTURA Bem-vindos à primeira edição da nossa coluna. No Café com Birosca, acreditamos que a política não começa nas urnas, mas na mente. Nesta estreia, convido você a refletir sobre o alicerce invisível que sustenta grandes lideranças: a mentalidade. Sirva-se de uma xícara e boa leitura. A Mentalidade é o Primeiro Passo: O Alicerce Invisível da Política uitos aspirantes à vida pública acreditam que a jornada começa com a filiação partidária, a formação de uma base eleitoral ou a contratação de uma equipe de marketing. No entanto, em meus anos de consultoria e estudo do comportamento humano através do mentalismo, aprendi uma verdade fundamental: a política começa muito antes, no silêncio da própria mente. Há um abismo colossal entre "querer estar na política" e estar "mentalmente preparado" para ela. O desejo é o combustível, mas a mentalidade é o motor. Sem um motor calibrado, o combustível apenas queima sem direção. Observo frequentemente indivíduos talentosos, com recursos e boas intenções, naufragarem antes mesmo de a campanha começar. O motivo? Fragilidade emocional e falta de autoconhecimento. A expertise que trazemos no Café com Birosca não é apenas sobre estratégias de voto, mas sobre a construção do ser humano por trás do candidato. O mentalismo aplicado à consultoria política nos permite identificar padrões de comportamento, crenças limitantes e gatilhos emocionais que podem ser fatais em um debate ou em uma crise de imagem. O autoconhecimento é a armadura do político moderno. Antes de se expor ao julgamento público — que é implacável e constante —, é preciso ter mapeado suas próprias vulnerabilidades. Quem não conhece suas sombras será dominado por elas diante das câmeras. Uma mente treinada não reage impulsivamente a provocações; ela responde estrategicamente. Essa é a diferença entre um amador e um estadista. Imagine um candidato que, ao ser atacado por um oponente, perde a compostura. Ali, não foi a falta de argumentos que o derrotou, mas a falta de controle mental. Por outro lado, observe as grandes figuras históricas. A resiliência, a capacidade de ler o ambiente e a empatia calculada são frutos de um trabalho interno rigoroso. A mente molda a postura, o tom de voz e até a microexpressão facial que transmite (ou destrói) a confiança. Para aqueles que buscam a reeleição, o desafio mental é outro: evitar a arrogância do poder e a cegueira de gabinete. É preciso manter a mente aberta e conectada às raízes que o elegeram, revisitando sua trajetória com humildade estratégica. Entrar na política sem preparar a mente é como navegar em mar aberto sem bússola. No Café com Birosca, nosso compromisso é oferecer não apenas o mapa, mas ensinar você a © 2026 Café com Birosca. Todos os direitos reservados.

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