São João com saúde: 4 dicas para curtir a festa com tranquilidade

Enfermeira, oftalmologista, nutricionista e pneumologista fazem alerta para o São João

O São João está chegando. Nesta época do ano, é preciso ter muito cuidado com as queimaduras. De acordo com o Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital da Restauração (HR), no Recife, mais de 3 mil pacientes são atendidos por ano por esse motivo, com picos no período junino. Então, o que se deve fazer caso o fogo atinja a pele? E os olhos? Veja algumas dicas.

De acordo com a tutora do curso de Enfermagem da Faculdade Pernambucana de Saúde, Rubiane Souza, caso ocorra alguma queimadura, quatro coisas não podem ser feitas. Então, precisa ser evitado o toque na lesão e também não se deve retirar os tecidos aderidos à pele. Além de não mexer na ferida e não aplicar cremes, pomadas ou receitas caseiras sobre a queimadura.

“A primeira recomendação em caso de queimadura na pele é resfriar a área afetada com água corrente em jatos suaves por 10 a 20 minutos. Também é importante identificar a causa da queimadura. É importante avaliar o estado geral da vítima e procurar atendimento médico, se necessário”, explicou Rubiane.

Queimaduras de pequena extensão podem ser tratadas em unidades básicas de saúde. Já as queimaduras mais extensas necessitam de avaliação urgente em uma unidade de pronto atendimento, ainda de acordo com a tutora da FPS.

OLHOS

De acordo com Catarina Ventura, diretora do Instituto de Olhos Fernando Ventura, fogueiras e fogos de artifício podem provocar desde irritações e alergias até queimaduras, traumatismos oculares e danos permanentes à visão. Entre os problemas mais comuns estão ardência nos olhos, conjuntivite, uveíte e reações alérgicas. Para a especialista, a prevenção começa com o uso responsável dos fogos e a supervisão constante de crianças.

“É importante evitar olhar para cima no momento em que os fogos são acionados, pois alguma fagulha pode atingir os olhos. Também é preciso cuidado com os fogos que falham ao acender. Muitas pessoas se aproximam para verificar o que aconteceu e eles podem disparar repentinamente, causando acidentes. Em relação às fogueiras, a fumaça é inevitável. Dependendo da quantidade de fogueiras nas ruas, mesmo quem está em casa pode ser afetado. O ideal é evitar a exposição direta à fumaça e ao calor. Quem sofre de olho seco tende a sentir mais irritação nesse período”, explica a oftalmologista do IOFV.

RESPIRAÇÃO

Além do risco de queimaduras, a fumaça das fogueiras pode causar diversos problemas respiratórios. Nas cidades, as fogueiras espalhadas pelas ruas aumentam a concentração de partículas no ar, favorecendo irritações e agravando doenças pulmonares. De acordo com a pneumologista e tutora de Medicina da FPS, Patrícia Bezerra, quanto mais próxima a pessoa estiver das fogueiras, maior será a exposição aos efeitos nocivos da fumaça.

“Muitas pessoas convivem com doenças respiratórias, como a asma. A fumaça pode provocar a contração dos brônquios, desencadeando crises de falta de ar. Por isso, a orientação é manter distância das fogueiras e permanecer em ambientes bem ventilados. Pacientes asmáticos precisam ter atenção redobrada. Também é importante observar as crianças, que podem se afastar dos responsáveis e ficar mais vulneráveis tanto à fumaça quanto aos riscos de queimaduras”, destaca.

ALIMENTAÇÃO

Pamonha, canjica, cuscuz, bolo de milho, pipoca e arroz-doce estão entre os alimentos mais consumidos durante as festas juninas. O milho, principal ingrediente de muitas dessas receitas, é uma excelente fonte de carboidratos e fibras, contribuindo para o bom funcionamento do intestino, explica Fabrícia Padilha, nutricionista e coordenadora do curso de Nutrição da FPS.

No entanto, a especialista alerta para os cuidados com a manipulação e a conservação dos alimentos. “É importante observar as condições de preparo, armazenamento e comercialização dos produtos, principalmente porque muitos deles são altamente perecíveis e não resistem por longos períodos em temperatura ambiente. Também é necessário ter atenção à qualidade da matéria-prima utilizada nas receitas”, afirma.

Fabrícia ressalta ainda a importância de verificar as condições em que o milho é armazenado e vendido, especialmente em feiras livres. “Muitas vezes as espigas ficam diretamente em contato com o chão e outras fontes de sujeira, o que aumenta o risco de contaminação. Esses cuidados são fundamentais, porque alimentos manipulados, armazenados ou comercializados de forma inadequada podem causar diversos problemas de saúde”, conclui.

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CAFÉ COM BIROSCA EDIÇÃO 01 - 2026 LEITURA ESTIMADA: 7 MIN CONSULTORIA POLÍTICA & DESENVOLVIMENTO Jadson d'Pádua | Birosca Diretor Presidente & Especialista em Mentalismo EDITORIAL DE ABERTURA Bem-vindos à primeira edição da nossa coluna. No Café com Birosca, acreditamos que a política não começa nas urnas, mas na mente. Nesta estreia, convido você a refletir sobre o alicerce invisível que sustenta grandes lideranças: a mentalidade. Sirva-se de uma xícara e boa leitura. A Mentalidade é o Primeiro Passo: O Alicerce Invisível da Política uitos aspirantes à vida pública acreditam que a jornada começa com a filiação partidária, a formação de uma base eleitoral ou a contratação de uma equipe de marketing. No entanto, em meus anos de consultoria e estudo do comportamento humano através do mentalismo, aprendi uma verdade fundamental: a política começa muito antes, no silêncio da própria mente. Há um abismo colossal entre "querer estar na política" e estar "mentalmente preparado" para ela. O desejo é o combustível, mas a mentalidade é o motor. Sem um motor calibrado, o combustível apenas queima sem direção. Observo frequentemente indivíduos talentosos, com recursos e boas intenções, naufragarem antes mesmo de a campanha começar. O motivo? Fragilidade emocional e falta de autoconhecimento. A expertise que trazemos no Café com Birosca não é apenas sobre estratégias de voto, mas sobre a construção do ser humano por trás do candidato. O mentalismo aplicado à consultoria política nos permite identificar padrões de comportamento, crenças limitantes e gatilhos emocionais que podem ser fatais em um debate ou em uma crise de imagem. O autoconhecimento é a armadura do político moderno. Antes de se expor ao julgamento público — que é implacável e constante —, é preciso ter mapeado suas próprias vulnerabilidades. Quem não conhece suas sombras será dominado por elas diante das câmeras. Uma mente treinada não reage impulsivamente a provocações; ela responde estrategicamente. Essa é a diferença entre um amador e um estadista. Imagine um candidato que, ao ser atacado por um oponente, perde a compostura. Ali, não foi a falta de argumentos que o derrotou, mas a falta de controle mental. Por outro lado, observe as grandes figuras históricas. A resiliência, a capacidade de ler o ambiente e a empatia calculada são frutos de um trabalho interno rigoroso. A mente molda a postura, o tom de voz e até a microexpressão facial que transmite (ou destrói) a confiança. Para aqueles que buscam a reeleição, o desafio mental é outro: evitar a arrogância do poder e a cegueira de gabinete. É preciso manter a mente aberta e conectada às raízes que o elegeram, revisitando sua trajetória com humildade estratégica. Entrar na política sem preparar a mente é como navegar em mar aberto sem bússola. No Café com Birosca, nosso compromisso é oferecer não apenas o mapa, mas ensinar você a © 2026 Café com Birosca. Todos os direitos reservados.

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