Pontualidade e boa gestão reduzem ações judiciais contra companhias aéreas, avalia advogado.

A judicialização envolvendo atrasos e cancelamentos de voos segue em alta no Brasil, especialmente em estados com grande fluxo aéreo como Pernambuco. Para especialistas, indicadores de pontualidade, regularidade dos voos e eficiência no atendimento ao consumidor têm papel decisivo na redução de processos judiciais e na relação entre companhias aéreas e passageiros.

Segundo o advogado João Alves, do escritório Urbano Vitalino Advogados, rankings internacionais, por exemplo, que posicionam a Azul Linhas Aéreas entre as companhias mais pontuais do mundo não geram benefícios automáticos do ponto de vista estritamente legal, mas exercem influência relevante na percepção do Judiciário e dos consumidores. “Esses indicadores ajudam a demonstrar que eventuais atrasos ou contratempos são pontuais e excepcionais, não refletindo o padrão do serviço prestado. Isso evidencia uma cultura organizacional voltada à pontualidade, aspecto que pode ser considerado pelo Judiciário, inclusive na quantificação de eventuais indenizações”, explica.

No âmbito do Direito Civil, a eficiência operacional e o cumprimento dos horários também contribuem para a redução de litígios relacionados a atrasos e cancelamentos de voos. O advogado ressalta, no entanto, que parte dessas ocorrências decorre de fatores externos, como condições climáticas adversas ou indisponibilidade de pistas aeroportuárias.

“Há situações classificadas como fortuitos externos, como condições climáticas adversas ou problemas de infraestrutura aeroportuária, que não decorrem da atuação da companhia aérea”, pontua O advogado destaca ainda que o Supremo Tribunal Federal determinou recentemente o sobrestamento de processos sobre o tema, no âmbito do Tema 1417, para unificação do entendimento sobre a responsabilidade das empresas nesses casos.

Premiações globais e avaliações positivas dos passageiros também são consideradas ativos relevantes na gestão de riscos jurídicos, ainda que não produzam efeitos diretos na letra da lei. “Elas reforçam a percepção de qualidade do serviço e contribuem para demonstrar que falhas eventuais não representam a regra. Esse histórico favorável pode atenuar a situação da companhia em eventuais disputas judiciais”, afirma.

Outro ponto destacado pelo especialista é a atuação ativa das empresas na resolução de conflitos em plataformas oficiais, como o consumidor.gov.br. “Empresas que respondem rapidamente e solucionam as demandas conseguem reduzir drasticamente o número de ações judiciais. Isso demonstra boa-fé e compromisso com o consumidor”, avalia.

Para o advogado, em um setor altamente regulado e sensível à opinião pública, a atuação jurídica preventiva é essencial para sustentar bons resultados operacionais e preservar a confiança do mercado. “O jurídico precisa atuar de forma estratégica, antecipando riscos regulatórios, operacionais e reputacionais. Isso fortalece a governança corporativa e transmite mais segurança ao mercado e aos consumidores”, conclui.

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CAFÉ COM BIROSCA EDIÇÃO 01 - 2026 LEITURA ESTIMADA: 7 MIN CONSULTORIA POLÍTICA & DESENVOLVIMENTO Jadson d'Pádua | Birosca Diretor Presidente & Especialista em Mentalismo EDITORIAL DE ABERTURA Bem-vindos à primeira edição da nossa coluna. No Café com Birosca, acreditamos que a política não começa nas urnas, mas na mente. Nesta estreia, convido você a refletir sobre o alicerce invisível que sustenta grandes lideranças: a mentalidade. Sirva-se de uma xícara e boa leitura. A Mentalidade é o Primeiro Passo: O Alicerce Invisível da Política uitos aspirantes à vida pública acreditam que a jornada começa com a filiação partidária, a formação de uma base eleitoral ou a contratação de uma equipe de marketing. No entanto, em meus anos de consultoria e estudo do comportamento humano através do mentalismo, aprendi uma verdade fundamental: a política começa muito antes, no silêncio da própria mente. Há um abismo colossal entre "querer estar na política" e estar "mentalmente preparado" para ela. O desejo é o combustível, mas a mentalidade é o motor. Sem um motor calibrado, o combustível apenas queima sem direção. Observo frequentemente indivíduos talentosos, com recursos e boas intenções, naufragarem antes mesmo de a campanha começar. O motivo? Fragilidade emocional e falta de autoconhecimento. A expertise que trazemos no Café com Birosca não é apenas sobre estratégias de voto, mas sobre a construção do ser humano por trás do candidato. O mentalismo aplicado à consultoria política nos permite identificar padrões de comportamento, crenças limitantes e gatilhos emocionais que podem ser fatais em um debate ou em uma crise de imagem. O autoconhecimento é a armadura do político moderno. Antes de se expor ao julgamento público — que é implacável e constante —, é preciso ter mapeado suas próprias vulnerabilidades. Quem não conhece suas sombras será dominado por elas diante das câmeras. Uma mente treinada não reage impulsivamente a provocações; ela responde estrategicamente. Essa é a diferença entre um amador e um estadista. Imagine um candidato que, ao ser atacado por um oponente, perde a compostura. Ali, não foi a falta de argumentos que o derrotou, mas a falta de controle mental. Por outro lado, observe as grandes figuras históricas. A resiliência, a capacidade de ler o ambiente e a empatia calculada são frutos de um trabalho interno rigoroso. A mente molda a postura, o tom de voz e até a microexpressão facial que transmite (ou destrói) a confiança. Para aqueles que buscam a reeleição, o desafio mental é outro: evitar a arrogância do poder e a cegueira de gabinete. É preciso manter a mente aberta e conectada às raízes que o elegeram, revisitando sua trajetória com humildade estratégica. Entrar na política sem preparar a mente é como navegar em mar aberto sem bússola. No Café com Birosca, nosso compromisso é oferecer não apenas o mapa, mas ensinar você a © 2026 Café com Birosca. Todos os direitos reservados.

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