Pernambuco recebe a segunda etapa da circulação nacional “Pé de Cerrado 25 Anos”

A agenda reúne apresentação ao lado do Grupo Bongar, no Recife, e oficina de percussão, em Olinda

Depois de estrear no Vale do Capão, na Chapada Diamantina (BA), o grupo brasiliense Pé de Cerrado escolhe Pernambuco como a segunda parada de sua circulação nacional comemorativa de 25 anos de trajetória, celebrados em 2026. Com patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e do Ministério da Cultura, o projeto chega ao estado nos dias 29 e 30 de janeiro e 1º de fevereiro, com ações culturais no Recife e em Olinda.

A passagem por Pernambuco acontece em um dos períodos mais efervescentes da agenda cultural do estado, marcado pelos festejos pré-carnavalescos, contexto que dialoga diretamente com a pesquisa artística do grupo. “A cultura pernambucana permeia o nosso trabalho desde o início. Foi a partir da montagem de A Pena e a Lei, de Ariano Suassuna, e de uma pesquisa contínua com mestres, ritmos e manifestações populares do Nordeste que construímos uma linguagem própria, onde arte, vida, fé e tradição caminham juntas”, destaca Pablo Ravi, fundador do Pé de Cerrado.

Ao longo de seus 25 anos de atuação, o grupo consolidou um repertório autoral fortemente influenciado por expressões como caboclinhos, maracatu e afoxé, em diálogo com a diversidade cultural de Brasília e com a força da cultura de comunidade, da ancestralidade e da transmissão de saberes entre gerações.

A programação em Pernambuco tem início com uma ação formativa. Na quinta-feira (29/01), será realizada Oficina de Percussão Coco da Xambá, na sede do Grupo Bongar, em Olinda. A vivência apresenta a batida característica do Coco da Xambá, evidenciando suas diferenças em relação a outras variações do ritmo, além de abordar a história do coco como dança, música e manifestação popular, seus desdobramentos ao longo do tempo e sua presença na contemporaneidade. A atividade inclui ainda a base percussiva do coco da Xambá e demonstrações das batidas do coco de praia, do sertão e da umbigada. A oficina é gratuita, com vagas limitadas, e as inscrições estão disponíveis por meio de formulário online no perfil @pedecerrado.

Na sexta-feira (30/01), o grupo se apresenta na Praça do Arsenal, um dos polos mais tradicionais do Carnaval do Recife, com o espetáculo “Os Brincantes”. A montagem propõe uma experiência sensorial intensa, reunindo música, circo e poesia em um percurso por ritmos como bumba meu boi, maracatu, carimbó e ciranda. A apresentação contará ainda com a participação especial dos Irmãos Saúde, dupla de palhaços brasilienses formada por Xaubraubrau e Raquaquá, que há mais de 25 anos percorre o Brasil levando humor e encantamento a diferentes territórios.

Na mesma noite, o público acompanha um encontro entre o Pé de Cerrado e o Grupo Bongar, referência no resgate, preservação e difusão da cultura popular pernambucana, com destaque para a Nação Xambá. A apresentação propõe um mergulho no coco tradicional, nas giras de Jurema e em ritmos de matrizes africanas, conduzidos por uma percussão potente que reúne alfaias, ganzás, abês, congas, ilus e tabicas. “O intercâmbio com o Bongar é muito especial para nós. Eles são mestres, com uma influência forte em Brasília e em todo o Brasil. É um batuque muito bonito, um chamado ancestral. O grupo já participou da 2ª edição da Mostra Cultura Candanga, festival que realizamos em Brasília, e estará novamente conosco na quinta edição”, afirma Ravi

Segundo ele, “o Bongar é uma referência afro-brasileira nascida em um terreiro de candomblé, e essa matriz africana é profundamente presente na cultura brasileira. Essa influência também atravessa o trabalho do Pé de Cerrado, onde fé, cultura e ancestralidade se encontram”.

Turnê nacional – A circulação “Pé de Cerrado 25 Anos” percorre três regiões do país e se consolida como um dos maiores percursos dedicados às culturas populares realizados por um grupo do Distrito Federal nos últimos anos. Além do espetáculo “Os Brincantes” com participação especial dos Irmãos Saúde, a caravana cultural promove ações formativas, vivências e encontros com mestres e grupos tradicionais, fortalecendo o intercâmbio entre territórios e ampliando o acesso às expressões que formam a base da identidade cultural brasileira.

Criado em Brasília em 1999, o Pé de Cerrado desenvolveu ao longo de 25 anos uma linguagem cênico-musical própria, resultado de pesquisas de campo em territórios indígenas, afro-brasileiros e junto a mestres das culturas tradicionais. Essa trajetória se reflete no espetáculo “Os Brincantes”, que articula tradição e contemporaneidade.

Após a estreia na Chapada Diamantina (BA) e a  passagem por Pernambuco, a circulação segue para outras localidades da Bahia, Pará, Tocantins, Ceará e Goiás, antes de se encerrar no Distrito Federal, com a realização da V Mostra Cultura Candanga, reunindo grupos parceiros de todo o país.

A circulação comemorativa “Pé de Cerrado 25 Anos” conta com patrocínio exclusivo da Petrobras, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura e do Ministério da Cultura. A Petrobras é uma das principais empresas do país, atuando de forma integrada na indústria de energia e mantendo, há mais de 40 anos, investimentos contínuos na cultura brasileira, promovendo o acesso democrático à arte e valorizando expressões que refletem a diversidade cultural do Brasil.

Sobre o Pé de Cerrado

O Pé de Cerrado é referência na celebração da cultura popular brasileira no Distrito Federal, marcado pela diversidade e pela mistura de influências que refletem a formação multicultural de Brasília. Desde a primeira fase, quando o forró universitário dominava a cena, o grupo ousou ao trazer ritmos como bumba meu boi, coco, ijexá, ciranda, maracatu e cavalo-marinho, ajudando a formar plateia e ampliando o acesso a manifestações muitas vezes desconhecidas no Centro-Oeste.

Ao longo da carreira, o Pé de Cerrado lançou três álbuns, cada um marcado por pesquisa e colaborações importantes. O disco de estreia contou com a participação de Dominguinhos, criando um elo fundamental com as tradições nordestinas. O grupo também integrou o projeto Nós por Eles, do Quinteto Violado, com a releitura da música Mundão. Com sonoridade madura e marcada pela experimentação, o quarto álbum será lançado em fevereiro de 2026, celebrando a continuidade de uma obra construída entre a tradição e a criação contemporânea.

Reconhecido como representante da cultura brasileira e brasiliense, o grupo participou do projeto Brasil Junino, com 24 apresentações na Europa, do programa Saia Justa (GNT), do G20 e recebeu diversos prêmios ao longo da trajetória. Formado por Pablo Ravi, Bruno Ribeiro, Bruno Berê, Davi Abreu, Fernando Rodrigues, Guilherme Queiroz e Pedro Tupã, além da produtora cultural Carla Landim e do Diretor de Palco Luciano Dantas, o Pé de Cerrado segue expandindo sua missão de celebrar, pesquisar e difundir as culturas populares brasileiras.

Crédito: Davi Mello

Mais fotos para imprensa: https://drive.google.com/drive/folders/11mDwWbikCbftPKm1EyuVJLQ6qb0mi9mB?usp=sharing

@cafecombirosca @jpcobirosca  @redeefoco #pernambucoéfoco #jpcbiroscando #redeéfoco #jpcobirosca #efocoeucurto
https://youtube.com/@cafecombirosca?si=Sf2RWr1YbL039etm
https://www.facebook.com/share/p/17t2SzBfFs/

CAFÉ COM BIROSCA EDIÇÃO 01 - 2026 LEITURA ESTIMADA: 7 MIN CONSULTORIA POLÍTICA & DESENVOLVIMENTO Jadson d'Pádua | Birosca Diretor Presidente & Especialista em Mentalismo EDITORIAL DE ABERTURA Bem-vindos à primeira edição da nossa coluna. No Café com Birosca, acreditamos que a política não começa nas urnas, mas na mente. Nesta estreia, convido você a refletir sobre o alicerce invisível que sustenta grandes lideranças: a mentalidade. Sirva-se de uma xícara e boa leitura. A Mentalidade é o Primeiro Passo: O Alicerce Invisível da Política uitos aspirantes à vida pública acreditam que a jornada começa com a filiação partidária, a formação de uma base eleitoral ou a contratação de uma equipe de marketing. No entanto, em meus anos de consultoria e estudo do comportamento humano através do mentalismo, aprendi uma verdade fundamental: a política começa muito antes, no silêncio da própria mente. Há um abismo colossal entre "querer estar na política" e estar "mentalmente preparado" para ela. O desejo é o combustível, mas a mentalidade é o motor. Sem um motor calibrado, o combustível apenas queima sem direção. Observo frequentemente indivíduos talentosos, com recursos e boas intenções, naufragarem antes mesmo de a campanha começar. O motivo? Fragilidade emocional e falta de autoconhecimento. A expertise que trazemos no Café com Birosca não é apenas sobre estratégias de voto, mas sobre a construção do ser humano por trás do candidato. O mentalismo aplicado à consultoria política nos permite identificar padrões de comportamento, crenças limitantes e gatilhos emocionais que podem ser fatais em um debate ou em uma crise de imagem. O autoconhecimento é a armadura do político moderno. Antes de se expor ao julgamento público — que é implacável e constante —, é preciso ter mapeado suas próprias vulnerabilidades. Quem não conhece suas sombras será dominado por elas diante das câmeras. Uma mente treinada não reage impulsivamente a provocações; ela responde estrategicamente. Essa é a diferença entre um amador e um estadista. Imagine um candidato que, ao ser atacado por um oponente, perde a compostura. Ali, não foi a falta de argumentos que o derrotou, mas a falta de controle mental. Por outro lado, observe as grandes figuras históricas. A resiliência, a capacidade de ler o ambiente e a empatia calculada são frutos de um trabalho interno rigoroso. A mente molda a postura, o tom de voz e até a microexpressão facial que transmite (ou destrói) a confiança. Para aqueles que buscam a reeleição, o desafio mental é outro: evitar a arrogância do poder e a cegueira de gabinete. É preciso manter a mente aberta e conectada às raízes que o elegeram, revisitando sua trajetória com humildade estratégica. Entrar na política sem preparar a mente é como navegar em mar aberto sem bússola. No Café com Birosca, nosso compromisso é oferecer não apenas o mapa, mas ensinar você a © 2026 Café com Birosca. Todos os direitos reservados.

Publicar comentário

You May Have Missed