Grande Recife entra no circuito dos grandes eventos do Terceiro Setor e vai receber o FIFE 2026

Fórum Interamericano de Filantropia Estratégica é o maior evento de gestão de organizações do Terceiro Setor da América Latina; evento será realizado de 14 a 17 de abril em Olinda

A região da Grande Recife vai receber um dos eventos mais relevantes do calendário do Terceiro Setor no Brasil. Entre os dias 14 e 17 de abril, o Fórum Interamericano de Filantropia Estratégica (FIFE), maior evento de gestão do Terceiro Setor na América Latina, será realizado no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, reunindo mais de 100 palestrantes e cerca de 2 mil profissionais, gestores e lideranças sociais de diferentes regiões do país para quatro dias de debates, formação técnica e articulação institucional.

Criado em 2014, o FIFE se consolidou ao longo da última década como um espaço de referência para a qualificação da gestão das organizações da sociedade civil (OSCs). Realizado anualmente pela Rede Filantropia, o evento percorreu diferentes capitais brasileiras e se firmou como ponto de encontro entre organizações sociais, fundações, institutos e especialistas dedicados ao fortalecimento institucional do campo social.

A edição de 2026 chega à região de Recife, território com forte presença e capilaridade do Terceiro Setor. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicam que a a capital de Pernambuco concentra 4.242 OSCs ativas, que empregam mais de 20 mil trabalhadores, posicionando a cidade na 10ª colocação nacional em número de OSCs, em um ranking liderado por São Paulo. Já Olinda, cidade-sede do evento, possui 720 OSCs ativas.

“Trazer o FIFE 2026 para Recife tem um significado importante para a Rede Filantropia e para o campo social como um todo. Estamos falando de um território com forte atuação das organizações, com diversidade de causas, formatos e níveis de estruturação. A edição de 2026 foi construída para dialogar com essa pluralidade, oferecendo uma programação que combina formação técnica, reflexão estratégica e troca de experiências entre organizações de diferentes portes e regiões, sempre conectada aos desafios reais da gestão no Terceiro Setor brasileiro”, comenta Thaís Iannarelli, diretora executiva da Rede Filantropia.

Programação já está disponível

A programação do FIFE 2026 já está disponível e mostra a diversidade de debates que devem marcar a próxima edição. Os temas estão divididos em eixos temáticos: captação de recursos; comunicação e marketing; governança; contabilidade e legislação; parcerias; projetos; tecnologia; recursos humanos e voluntariado. A proposta é oferecer conteúdos que dialoguem tanto com organizações de pequeno e médio porte quanto com estruturas mais consolidadas, considerando realidades regionais e diferentes modelos de atuação.

Em captação de recursos serão abordados temas que vão desde estratégias práticas, planejamento e uso de dados até filantropia baseada na confiança, destinação do imposto de renda, captação internacional e respostas a crises climáticas. A programação também inclui painéis sobre rebranding e comunicação institucional, impactos da Reforma Tributária, Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), Investimento Social Privado (ISP), escrita de projetos, inovação com Inteligência Artificial, gestão  de diversidade e gamificação. Há também uma feira expositiva com marcas que oferecem soluções para o Terceiro Setor.

“A programação do FIFE 2026 reflete as principais agendas que hoje atravessam o Terceiro Setor. A ideia é oferecer conteúdos aplicáveis, que apoiem as organizações no seu desenvolvimento institucional e ajudem gestores e equipes a tomar decisões mais bem informadas para fazer o impacto acontecer”, conclui Marcio Zeppelini, presidente da Rede Filantropia.

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CAFÉ COM BIROSCA EDIÇÃO 01 - 2026 LEITURA ESTIMADA: 7 MIN CONSULTORIA POLÍTICA & DESENVOLVIMENTO Jadson d'Pádua | Birosca Diretor Presidente & Especialista em Mentalismo EDITORIAL DE ABERTURA Bem-vindos à primeira edição da nossa coluna. No Café com Birosca, acreditamos que a política não começa nas urnas, mas na mente. Nesta estreia, convido você a refletir sobre o alicerce invisível que sustenta grandes lideranças: a mentalidade. Sirva-se de uma xícara e boa leitura. A Mentalidade é o Primeiro Passo: O Alicerce Invisível da Política uitos aspirantes à vida pública acreditam que a jornada começa com a filiação partidária, a formação de uma base eleitoral ou a contratação de uma equipe de marketing. No entanto, em meus anos de consultoria e estudo do comportamento humano através do mentalismo, aprendi uma verdade fundamental: a política começa muito antes, no silêncio da própria mente. Há um abismo colossal entre "querer estar na política" e estar "mentalmente preparado" para ela. O desejo é o combustível, mas a mentalidade é o motor. Sem um motor calibrado, o combustível apenas queima sem direção. Observo frequentemente indivíduos talentosos, com recursos e boas intenções, naufragarem antes mesmo de a campanha começar. O motivo? Fragilidade emocional e falta de autoconhecimento. A expertise que trazemos no Café com Birosca não é apenas sobre estratégias de voto, mas sobre a construção do ser humano por trás do candidato. O mentalismo aplicado à consultoria política nos permite identificar padrões de comportamento, crenças limitantes e gatilhos emocionais que podem ser fatais em um debate ou em uma crise de imagem. O autoconhecimento é a armadura do político moderno. Antes de se expor ao julgamento público — que é implacável e constante —, é preciso ter mapeado suas próprias vulnerabilidades. Quem não conhece suas sombras será dominado por elas diante das câmeras. Uma mente treinada não reage impulsivamente a provocações; ela responde estrategicamente. Essa é a diferença entre um amador e um estadista. Imagine um candidato que, ao ser atacado por um oponente, perde a compostura. Ali, não foi a falta de argumentos que o derrotou, mas a falta de controle mental. Por outro lado, observe as grandes figuras históricas. A resiliência, a capacidade de ler o ambiente e a empatia calculada são frutos de um trabalho interno rigoroso. A mente molda a postura, o tom de voz e até a microexpressão facial que transmite (ou destrói) a confiança. Para aqueles que buscam a reeleição, o desafio mental é outro: evitar a arrogância do poder e a cegueira de gabinete. É preciso manter a mente aberta e conectada às raízes que o elegeram, revisitando sua trajetória com humildade estratégica. Entrar na política sem preparar a mente é como navegar em mar aberto sem bússola. No Café com Birosca, nosso compromisso é oferecer não apenas o mapa, mas ensinar você a © 2026 Café com Birosca. Todos os direitos reservados.

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