Espaço Pasárgada recebe lançamento de obra sobre Gilberto Freyre e Manuel Bandeira

Produção, resultado de estudos do escritor e pesquisador André Cervinskis, será lançado nesta quinta-feira (17/4), às 9h. Exemplares vão compor acervo de espaços públicos

A defesa pelo Nordeste e pelos valores provincianos de dois escritores pernambucanos é tema de livro a ser lançado nesta quinta-feira (17/4). É o “Modernismo regional-provinciano-tradicionalista nas obras de Gilberto Freyre e Manuel Bandeira”, do pesquisador e autor André Cervinskis, que será apresentado a partir das 9h, no Espaço Pasárgada. A entrada é gratuita, e a iniciativa integra o calendário do centenário do manifesto regionalista de Freyre.

A obra, realizada pela Bersato Produção Cultural e incentivada pelo Funcultura, Fundarpe Secretaria de Cultura de Pernambuco, é resultado de anos de pesquisa de André ainda durante o mestrado, em 2007, e foi ganhando profundidade durante outras buscas. Há dois anos, a imersão nos escritos de Bandeira e Freyre foi intensificada com o objetivo de entender a relação entre o modernismo paulista, do primeiro escritor, e o regionalismo pernambucano, do segundo.

Foram objetos de pesquisa e análise crônicas, poemas e ensaios publicados pelos pernambucanos nos anos 1920, época de ebulição social, com transformações urbanas, culturais e econômicas do Brasil. “O livro aponta que o provincianismo, defendido por Gilberto Freyre e Manuel Bandeira, não se reduziu a mero saudosismo ou resistência conservadora ao progresso, mas configurou uma proposta estética, ética e política de uma outra modernidade”, explica André.

Durante o estudo das produções literárias, é possível constatar a presença de um olhar especial sobre o Brasil, o Nordeste e, sobretudo, Pernambuco. “Esses são traços, que precisam ser realçados nas obras de ambos, para uma maior elucidação do estabelecimento e revisão dos modernismos no país, com aspectos ainda a aprofundar”, pontua.

O lançamento do livro contará com palestra de André, que contará com mediação do pesquisador e pós-doutor em Ciências da Linguagem Robson Tavares de Melo e do doutor em Letras José Alexandre Ferreira Maia. Serão 200 exemplares, que vão ser doados a universidades, escolas e bibliotecas públicas. Além da opção física, o download do arquivo pode ser baixado pelo https://www.andrecervinskis.com.br/.

Sobre o autor – André Caldas Cervinskis é descendente de lituanos e nasceu em Recife, em 1975. Professor de português, é formado em Comunicação Social e Letras (2003 e 2018 – UFPE) e tem mestrado em Linguística (PROLING – UFPB, 2009). Estuda atualmente História EAD na UFRPE e Doutorado em Ciências da Linguagem. Dá aulas particulares para concursos e ENEM desde 2000. Foi professor universitário em diversas instituições, inclusive na Universidade de Pernambuco, nos cursos de Letras e Medicina. Foi tutor de Pedagogia e Especialização em Estudos da Linguagem e Formação Docente (LINFOR – UFRPE) e tutor da Especialização em Gestão escolas EAD (UFPE). Jornalista, produtor cultural e revisor de textos. Desde 2006, realiza projetos culturais com incentivo do FUNCULTURA – Governo de Pernam buco. Escreve há mais de 30 anos e ganhou diversos prêmios nacionais e internacionais, com destaque para o do Instituto Piaget (1992) de poesia e do prêmio Antônio de Brito Alves (ensaios), da Academia Pernambucana de Letras, dos anos de 1994, 2003, 2007, 2009 e 2017. Escreveu resenhas e críticas literárias para revistas impressas, científicas e sites de Pernambuco, Paraíba e São Paulo. Participa da União Brasileira de Escritores – Secção Pernambuco. É membro da Academia de Letras do Brasil – Secção Pernambuco, ocupando a cadeira n. 06.

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CAFÉ COM BIROSCA EDIÇÃO 01 - 2026 LEITURA ESTIMADA: 7 MIN CONSULTORIA POLÍTICA & DESENVOLVIMENTO Jadson d'Pádua | Birosca Diretor Presidente & Especialista em Mentalismo EDITORIAL DE ABERTURA Bem-vindos à primeira edição da nossa coluna. No Café com Birosca, acreditamos que a política não começa nas urnas, mas na mente. Nesta estreia, convido você a refletir sobre o alicerce invisível que sustenta grandes lideranças: a mentalidade. Sirva-se de uma xícara e boa leitura. A Mentalidade é o Primeiro Passo: O Alicerce Invisível da Política uitos aspirantes à vida pública acreditam que a jornada começa com a filiação partidária, a formação de uma base eleitoral ou a contratação de uma equipe de marketing. No entanto, em meus anos de consultoria e estudo do comportamento humano através do mentalismo, aprendi uma verdade fundamental: a política começa muito antes, no silêncio da própria mente. Há um abismo colossal entre "querer estar na política" e estar "mentalmente preparado" para ela. O desejo é o combustível, mas a mentalidade é o motor. Sem um motor calibrado, o combustível apenas queima sem direção. Observo frequentemente indivíduos talentosos, com recursos e boas intenções, naufragarem antes mesmo de a campanha começar. O motivo? Fragilidade emocional e falta de autoconhecimento. A expertise que trazemos no Café com Birosca não é apenas sobre estratégias de voto, mas sobre a construção do ser humano por trás do candidato. O mentalismo aplicado à consultoria política nos permite identificar padrões de comportamento, crenças limitantes e gatilhos emocionais que podem ser fatais em um debate ou em uma crise de imagem. O autoconhecimento é a armadura do político moderno. Antes de se expor ao julgamento público — que é implacável e constante —, é preciso ter mapeado suas próprias vulnerabilidades. Quem não conhece suas sombras será dominado por elas diante das câmeras. Uma mente treinada não reage impulsivamente a provocações; ela responde estrategicamente. Essa é a diferença entre um amador e um estadista. Imagine um candidato que, ao ser atacado por um oponente, perde a compostura. Ali, não foi a falta de argumentos que o derrotou, mas a falta de controle mental. Por outro lado, observe as grandes figuras históricas. A resiliência, a capacidade de ler o ambiente e a empatia calculada são frutos de um trabalho interno rigoroso. A mente molda a postura, o tom de voz e até a microexpressão facial que transmite (ou destrói) a confiança. Para aqueles que buscam a reeleição, o desafio mental é outro: evitar a arrogância do poder e a cegueira de gabinete. É preciso manter a mente aberta e conectada às raízes que o elegeram, revisitando sua trajetória com humildade estratégica. Entrar na política sem preparar a mente é como navegar em mar aberto sem bússola. No Café com Birosca, nosso compromisso é oferecer não apenas o mapa, mas ensinar você a © 2026 Café com Birosca. Todos os direitos reservados.

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