Eleições 2026: mais ação, menos politicagem
JPCOBIROSCA
É difícil compreender a batalha travada no cenário político brasileiro. De um lado, está um grupo que permanece no poder há bastante tempo e se organiza para continuar onde está. Do outro, estão aqueles que perderam o poder e agora tentam retornar.
O que causa estranheza é o universo de promessas e propostas que ambos apresentam, embora já tenham tido oportunidades de colocá-las em prática. Se criticavam determinadas medidas quando estavam fora do governo, por que agora prometem fazer o dobro? Se tiveram poder para agir, por que não demonstraram interesse antes?
A política parece ter perdido grande parte de sua credibilidade. Em vez de projetos consistentes, muitas vezes assistimos a discursos baseados em críticas, acusações e interesses pessoais. O Brasil precisa de líderes dispostos a governar, não de grupos interessados em vingança.
Também é necessário que a Justiça cumpra seu papel com independência. A Justiça não deve ter lado político; seu único compromisso precisa ser com a lei e com a verdade. Quando instituições são utilizadas de maneira política, a democracia e a confiança da população ficam ameaçadas.
O país enfrenta problemas sérios na segurança pública, na saúde e na economia. Por isso, o segundo turno das eleições de 2026 não pode ser reduzido a um simples “eu não gosto de você”. Estamos escolhendo líderes para conduzir uma nação, e não participantes de uma briga pessoal.
O Brasil deve admirar outros países, mas sua prioridade precisa ser o próprio povo brasileiro. Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul não são povos separados: somos uma só nação. O Nordeste, historicamente, contribui de maneira decisiva para a economia e para o desenvolvimento do país. A união nacional deve vir acompanhada de uma partilha mais justa das oportunidades.
Essas eleições são fundamentais. Já elegemos deputados, senadores e governadores; agora escolheremos o presidente. Mas é preciso lembrar: nenhum presidente governa sozinho. Ele depende do Senado e da Câmara Federal. São essas instituições, juntas, que formam as condições para o governo funcionar.
Por isso, não devemos olhar apenas para o candidato à Presidência. O Congresso também precisa ser renovado. Muitos parlamentares permanecem no poder, enquanto os novatos enfrentam dificuldades para mudar práticas antigas. O eleitor precisa compreender que o governo não é feito por uma única pessoa.
Agora, no segundo turno, a escolha está concentrada nos candidatos à Presidência. A luta continua, mas o Brasil precisa de mais ação e menos politicagem. Afinal, o país não pode ser governado pelo rancor, pela vingança ou por promessas vazias, mas por responsabilidade, trabalho e compromisso com a nação.
www.pernambucoemfoco.com.br
https://www.facebook.com/pernambucoemfoco/



Publicar comentário