Cultura em Pernambuco avança com crescimento histórico de investimentos e consolidação de políticas públicas estruturantes

Em 2026, mesmo com dados ainda parciais, o ritmo se mantém com o investimento total girando em torno de R$ 61,5 milhões até o momento

A Cultura ganhou lugar de protagonismo e se firmou como um vetor de desenvolvimento socioeconômico na gestão da governadora Raquel Lyra. Desde que assumiu o comando em 2023, o Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), vem gradativamente consolidando um ciclo expressivo de fortalecimento de políticas públicas culturais e estruturantes, marcado pelo aumento de investimentos e pela ampliação de fomentos voltados para o crescimento do setor. Ao longo desses últimos anos, a pasta da Cultura passou a ocupar um lugar estratégico nas ações prioritárias da gestão atual, refletindo uma política contínua, estruturada e comprometida com a potência cultural de Pernambuco. Os dados culturais foram divulgados nessa terça-feira (28/04) pela secretária de Cultura do Estado, Cacau de Paula, em palestra com o tema “Cultura como vetor de desenvolvimento” durante o 9° Congresso Pernambucano de Municípios da Amupe (Associação Municipalista de Pernambuco), realizado no Recife Expo Center, no Recife Antigo.

Investindo no tombamento, na preservação, no registro e na salvaguarda do patrimônio cultural material e imaterial das quatro macrorregiões do Estado, do Litoral ao Sertão; enaltecendo a trajetória de mestres e mestras que anualmente são reconhecidos com títulos de Patrimônios Vivos de Pernambuco; valorizando expressões artísticas, transmissões de saberes ancestrais e ofícios tradicionais que permeiam gerações; ampliando a democratização do acesso à informação e desburocratizando o acesso a recursos federais e estaduais destinados para a Cultura através de editais disponibilizados na plataforma digital Mapa Cultural de Pernambuco; desenvolvendo ações para as mais diversas linguagens artísticas, como cultura popular, audiovisual, artes visuais, artesanato, design e moda, fotografia, literatura, música, gastronomia e dança, assim como premiações que potencializam as trajetórias de agentes culturais que atuam nesses segmentos; descentralizando o acesso às mais distintas formas de arte com a realização da política pública Festival Pernambuco Meu País, que em proposta de intercâmbio cultural consolidou as edições de inverno e de verão com palco de shows e atrações de multilinguagens pelos quatro cantos do Estado, do interior à beira-mar; oportunizando, enfim, o crescimento da categoria de profissionais que trabalham diretamente com Cultura e também daqueles que indiretamente são beneficiados com o impulsionamento do turismo e da economia de cada território por ondem passam e são firmadas todas essas ações promovidas ou apoiadas pelo Governo de Pernambuco através da Secretaria de Cultura (Secult-PE).

O avanço da Cultura no Estado ao longo desses quatro anos de gestão da governadora Raquel Lyra se torna ainda mais evidente observando o ponto de partida, quando o cenário era outro lá em 2022. Nesse período que antecedeu a gestão atual do Governo, o investimento total na pasta da Cultura foi de, aproximadamente, R$ 17,1 milhões, um número ainda limitado diante da riqueza cultural de Pernambuco e de sua relevância no cenário nacional. A partir de 2023, com a troca de comando em Pernambuco, esse cenário começou a se transformar de maneira consistente e perceptível para fazedores de Cultura e população no geral. No comparativo dos dados, o investimento saltou para, em média, R$ 55,2 milhões, impulsionado principalmente pelas ações de fomento cultural, como programação artística, festivais e apoios a projetos culturais. Apenas nessa frente, a Fundarpe investiu cerca de R$ 35,2 milhões. Já o investimento na preservação do patrimônio cultural pernambucano, embora ainda mais tímido, alcançou em torno de R$ 953 mil naquele período, sinalizando o início de um processo de retomada e reorganização dessa área.

“A cultura em Pernambuco passou a ser tratada como política pública essencial, com planejamento, investimento e visão de futuro, sendo um importante vetor de transformação social e econômica com a democratização da arte, da valorização dos saberes tradicionais e da preservação da nossa história através da salvaguarda dos patrimônios materiais e imateriais de todo o Estado. Estamos fortalecendo toda a cadeia produtiva e garantindo que a cultura chegue a mais pessoas, em todas as regiões do Litoral ao Sertão, respeitando a nossa rica diversidade e identidade pernambucana”, enfatiza a secretária de Cultura do Estado de Pernambuco, Cacau de Paula, ressaltando o significativo papel estruturante da cultura na gestão da governadora Raquel Lyra.

Em 2024, a política cultural do estado ganhou escala e robustez. O total investido ultrapassa R$ 200,8 milhões, configurando um marco histórico. O fomento cultural segue como eixo estruturante, com cerca de R$ 44,8 milhões aplicados na realização de eventos, circulação de artistas e fortalecimento da cadeia produtiva. Paralelamente, o investimento em patrimônio cultural começa a ganhar protagonismo, alcançando aproximadamente R$ 3,6 milhões, com ações mais estruturadas de preservação e requalificação de bens e espaços culturais.

O ano de 2025 consolidou esse novo momento. O investimento total se manteve elevado, em torno de R$ 183,1 milhões. O fomento cultural atingiu cerca de R$ 47,5 milhões, demonstrando continuidade, estabilidade e amadurecimento das políticas de incentivo. Ao mesmo tempo, o patrimônio cultural registrou um crescimento expressivo, chegando a aproximadamente R$ 13,8 milhões. Esse salto evidenciou uma diretriz clara da gestão: fortalecer não apenas a produção contemporânea, mas também a salvaguarda da memória, dos equipamentos culturais e dos bens históricos do estado.

A secretária executiva de Gestão da Secult-PE, Ana Paula Jardim, ressalta os avanços na organização e na execução das políticas culturais: “O crescimento dos investimentos vem acompanhado de uma gestão mais eficiente e estruturada. Ampliamos a capacidade de execução, fortalecemos os mecanismos de transparência e conseguimos fazer com que os recursos cheguem de forma mais ágil e efetiva aos fazedores de cultura”.

Em 2026, mesmo com dados ainda parciais, o ritmo de crescimento se mantém. O investimento total gira em torno de R$ 61,5 milhões até o momento. O fomento cultural segue relevante, com cerca de R$ 21,4 milhões, enquanto o patrimônio cultural mantém um patamar elevado, com aproximadamente R$ 12,5 milhões, consolidando-se como uma das prioridades da política cultural pernambucana.
“Estamos construindo uma política cultural consistente, que valoriza tanto a produção atual quanto a nossa memória. Seguimos com o compromisso de ampliar cada vez mais o acesso dos agentes culturais aos editais de fomento que possibilitam a destinação de recursos para a execução dos mais diversos projetos culturais”, complementa a secretária executiva de Cultura da Secult-PE, Yasmim Neves.

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CAFÉ COM BIROSCA EDIÇÃO 01 - 2026 LEITURA ESTIMADA: 7 MIN CONSULTORIA POLÍTICA & DESENVOLVIMENTO Jadson d'Pádua | Birosca Diretor Presidente & Especialista em Mentalismo EDITORIAL DE ABERTURA Bem-vindos à primeira edição da nossa coluna. No Café com Birosca, acreditamos que a política não começa nas urnas, mas na mente. Nesta estreia, convido você a refletir sobre o alicerce invisível que sustenta grandes lideranças: a mentalidade. Sirva-se de uma xícara e boa leitura. A Mentalidade é o Primeiro Passo: O Alicerce Invisível da Política uitos aspirantes à vida pública acreditam que a jornada começa com a filiação partidária, a formação de uma base eleitoral ou a contratação de uma equipe de marketing. No entanto, em meus anos de consultoria e estudo do comportamento humano através do mentalismo, aprendi uma verdade fundamental: a política começa muito antes, no silêncio da própria mente. Há um abismo colossal entre "querer estar na política" e estar "mentalmente preparado" para ela. O desejo é o combustível, mas a mentalidade é o motor. Sem um motor calibrado, o combustível apenas queima sem direção. Observo frequentemente indivíduos talentosos, com recursos e boas intenções, naufragarem antes mesmo de a campanha começar. O motivo? Fragilidade emocional e falta de autoconhecimento. A expertise que trazemos no Café com Birosca não é apenas sobre estratégias de voto, mas sobre a construção do ser humano por trás do candidato. O mentalismo aplicado à consultoria política nos permite identificar padrões de comportamento, crenças limitantes e gatilhos emocionais que podem ser fatais em um debate ou em uma crise de imagem. O autoconhecimento é a armadura do político moderno. Antes de se expor ao julgamento público — que é implacável e constante —, é preciso ter mapeado suas próprias vulnerabilidades. Quem não conhece suas sombras será dominado por elas diante das câmeras. Uma mente treinada não reage impulsivamente a provocações; ela responde estrategicamente. Essa é a diferença entre um amador e um estadista. Imagine um candidato que, ao ser atacado por um oponente, perde a compostura. Ali, não foi a falta de argumentos que o derrotou, mas a falta de controle mental. Por outro lado, observe as grandes figuras históricas. A resiliência, a capacidade de ler o ambiente e a empatia calculada são frutos de um trabalho interno rigoroso. A mente molda a postura, o tom de voz e até a microexpressão facial que transmite (ou destrói) a confiança. Para aqueles que buscam a reeleição, o desafio mental é outro: evitar a arrogância do poder e a cegueira de gabinete. É preciso manter a mente aberta e conectada às raízes que o elegeram, revisitando sua trajetória com humildade estratégica. Entrar na política sem preparar a mente é como navegar em mar aberto sem bússola. No Café com Birosca, nosso compromisso é oferecer não apenas o mapa, mas ensinar você a © 2026 Café com Birosca. Todos os direitos reservados.

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