Christine Valença e Caetana celebram a cultura nordestina em single ‘Coco do Recado’

Clipe e canção estão já disponíveis nas principais plataformas digitais
Já está no ar o single “Coco do Recado”, das multiartistas Christine Valença e Caetana, disponível nas principais plataformas digitais, com clipe oficial no YouTube. O lançamento marca o encontro entre Rio de Janeiro e Recife em um coco carnavalesco eletrificado que reverbera o vigor contemporâneo da cultura nordestina, sem abrir mão de suas raízes ancestrais.

Mais do que uma colaboração musical, “Coco do Recado” materializa uma ponte afetiva e criativa construída ao longo de mais de cinco anos de trocas artísticas, vivências e escutas entre as duas artistas. A faixa nasce desse território compartilhado, onde tradição e experimentação caminham juntas.

A conexão entre Christine e Caetana teve início no universo da dança, durante uma residência de Danças Pernambucanas no Rio de Janeiro, quando Caetana ainda compartilhava sua arte antes mesmo de lançar seu primeiro single. Da admiração mútua e do desejo de aprofundar autorias próprias, surgiu uma parceria potente, enraizada em histórias pessoais e referências culturais comuns. “Coco do Recado” é fruto dessa ligação: um coco autoral povoado por personagens, memórias e universos complementares.

A produção musical é assinada por Bruno Danton, da banda El Efecto, e ganha camadas sofisticadas com as participações especiais de Aline Gonçalves — que já tocou com Roberta Sá e Hermeto Pascoal — nos sopros, e de Ná Chuva na percussão. Christine Valença, além de intérprete e coautora, imprime sua assinatura sonora no órgão Hammond, elemento que amplia o diálogo entre tradição e experimentação.

A sonoridade percorre um mapa afetivo que atravessa o coco tradicional de Selma do Coco e Jackson do Pandeiro, passa por repentes e emboladas, dialoga com o Manguebeat e alcança o soul de influência gospel de Ray Charles, criando uma paisagem sonora vibrante, urbana e ritualística ao mesmo tempo.

A narrativa da música se constrói como uma transmissão de memória: trata-se de um coco/embolada sem autoria definida, que chegou a Christine por meio de sua avó recifense, bailarina e apaixonada por frevo. “Talvez fosse mesmo de sua avó. Nunca saberemos. Mas agora poderemos nos lembrar”, refletem as artistas, sublinhando o caráter de herança cultural, escuta e permanência que atravessa a obra.

Essa dimensão simbólica ganha corpo no videoclipe, já disponível no YouTube, dirigido pela produtora baiana Espelho Lunar, sob direção de Clara Campos e Bianca Bomfim. Filmado em película 16mm, o clipe dialoga com o cinema nordestino contemporâneo e evoca atmosferas de suspense e sonho, em referências que remetem a O Agente Secreto. O imaginário do Nordeste ancestral e do carnaval de Olinda se materializa em figuras como o Homem da Meia-Noite, Caboclos de Lança, La Ursa e Boizinhos, criando uma paisagem onírica para o “recado” que a canção propõe.

SOBRE AS ARTISTAS

Christine Valença é cantora, compositora, bailarina e multi-instrumentista. Sua música transita entre soul, MPB, folk e pop alternativo, combinando sofisticação e frescor. Já se apresentou em cidades como São Paulo, Lisboa, Paris e Nova York. É votante da Recording Academy e do Latin Grammy, e colaborou com diversos nomes da cena independente. Seu primeiro álbum autoral foi elogiado por Mauro Ferreira e incluído na lista de melhores lançamentos de 2025 pela Rolling Stone Espanha. Em 2026, a artista inaugura uma nova fase celebrando os ritmos do Nordeste e o carnaval, preparando o lançamento de um novo EP.

Caetana é dançarina, percussionista, compositora, produtora musical, cultural e executiva. Natural do Recife, constrói uma obra profundamente conectada à cultura nordestina. Foi a primeira travesti a gravar um frevo no Brasil e se destaca por projetos que unem poesia, identidade e inovação. Foi a única pernambucana a integrar o ranking Future of Music da revista Rolling Stone, indicada como revelação no Prêmio Biscoito e reconhecida com menção honrosa da UFPE. Já colaborou com Geraldo Azevedo, Otto, Banda Devotos e DJ Dolores. Sua trajetória já foi destaque em veículos como Marie Claire, Estadão e Correio Braziliense, além de ser retratada na capa especial de 200 anos do Diário de Pernambuco.

“Coco do Recado” é mais do que um single: é encontro, memória e manifesto. Um recado direto sobre a força da cultura nordestina — viva, ancestral, pulsante — e sobre artistas que a carregam,

atualizam e reinventam.
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CAFÉ COM BIROSCA EDIÇÃO 01 - 2026 LEITURA ESTIMADA: 7 MIN CONSULTORIA POLÍTICA & DESENVOLVIMENTO Jadson d'Pádua | Birosca Diretor Presidente & Especialista em Mentalismo EDITORIAL DE ABERTURA Bem-vindos à primeira edição da nossa coluna. No Café com Birosca, acreditamos que a política não começa nas urnas, mas na mente. Nesta estreia, convido você a refletir sobre o alicerce invisível que sustenta grandes lideranças: a mentalidade. Sirva-se de uma xícara e boa leitura. A Mentalidade é o Primeiro Passo: O Alicerce Invisível da Política uitos aspirantes à vida pública acreditam que a jornada começa com a filiação partidária, a formação de uma base eleitoral ou a contratação de uma equipe de marketing. No entanto, em meus anos de consultoria e estudo do comportamento humano através do mentalismo, aprendi uma verdade fundamental: a política começa muito antes, no silêncio da própria mente. Há um abismo colossal entre "querer estar na política" e estar "mentalmente preparado" para ela. O desejo é o combustível, mas a mentalidade é o motor. Sem um motor calibrado, o combustível apenas queima sem direção. Observo frequentemente indivíduos talentosos, com recursos e boas intenções, naufragarem antes mesmo de a campanha começar. O motivo? Fragilidade emocional e falta de autoconhecimento. A expertise que trazemos no Café com Birosca não é apenas sobre estratégias de voto, mas sobre a construção do ser humano por trás do candidato. O mentalismo aplicado à consultoria política nos permite identificar padrões de comportamento, crenças limitantes e gatilhos emocionais que podem ser fatais em um debate ou em uma crise de imagem. O autoconhecimento é a armadura do político moderno. Antes de se expor ao julgamento público — que é implacável e constante —, é preciso ter mapeado suas próprias vulnerabilidades. Quem não conhece suas sombras será dominado por elas diante das câmeras. Uma mente treinada não reage impulsivamente a provocações; ela responde estrategicamente. Essa é a diferença entre um amador e um estadista. Imagine um candidato que, ao ser atacado por um oponente, perde a compostura. Ali, não foi a falta de argumentos que o derrotou, mas a falta de controle mental. Por outro lado, observe as grandes figuras históricas. A resiliência, a capacidade de ler o ambiente e a empatia calculada são frutos de um trabalho interno rigoroso. A mente molda a postura, o tom de voz e até a microexpressão facial que transmite (ou destrói) a confiança. Para aqueles que buscam a reeleição, o desafio mental é outro: evitar a arrogância do poder e a cegueira de gabinete. É preciso manter a mente aberta e conectada às raízes que o elegeram, revisitando sua trajetória com humildade estratégica. Entrar na política sem preparar a mente é como navegar em mar aberto sem bússola. No Café com Birosca, nosso compromisso é oferecer não apenas o mapa, mas ensinar você a © 2026 Café com Birosca. Todos os direitos reservados.

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