Canal Brasil exibe mostra em homenagem aos Povos Originários entre 13 e 19 de abril

Programação especial comemora a data e vai ao ar sempre às 20h, reunindo sete filmes sobre memória, território e resistência indígena

Cenas de “A Última Floresta”, “Para’Í”, “Corumbiara” e “Raoni, uma Amizade Improvável”. Fotos: Divulgação

De 13 a 19 de abril, sempre às 20h, o Canal Brasil exibe a Mostra Semana dos Povos Originários, programação especial que comemora o Dia dos Povos Originários, celebrado no país em 19 de abril desde 1943. Como forma de marcar a data e ampliar o debate sobre memória, território e resistência, o canal reúne sete filmes ao longo da semana. As produções abordam diferentes experiências e lutas de povos indígenas no Brasil.

A mostra começa hoje, segunda-feira, 13 de abril, com ‘Corumbiara’, de Vincent Carelli, documentário que retorna ao massacre ocorrido em Rondônia e ao processo de apagamento das evidências de crimes contra povos indígenas isolados. No dia seguinte, 14 de abril, vai ao ar ‘Raoni, Uma Amizade Improvável’, de Jean-Pierre Dutilleux, que acompanha a relação de mais de 50 anos entre o cineasta belga e o cacique Raoni, apresentado no filme como uma das principais vozes na defesa dos territórios indígenas, de sua cultura e da Amazônia.

Na quarta-feira, 15 de abril, a programação traz a estreia de ‘A Última Floresta’, de Luiz Bolognesi, também exibido na faixa ‘É Tudo Verdade’. Premiado no Festival de Berlim e vencedor do Prêmio Platino de Melhor Documentário, o filme acompanha o xamã Davi Kopenawa Yanomami em sua tentativa de manter vivos os espíritos da floresta e os saberes de seu povo diante da ameaça dos garimpeiros em território Yanomami. No dia 16, a mostra segue com ‘Krenak’, de Rogério Correa, dedicado à história e à luta do povo Krenak pela sobrevivência e pela demarcação de suas terras em Minas Gerais.

Na reta final da programação, o Canal Brasil exibe, no dia 17, ‘O Contato’, de Vicente Ferraz, em que são exploradas as trocas multiétnicas na cidade indígena de São Gabriel da Cachoeira, onde o Brasil se encontra com Colômbia e Venezuela. Em 18 de abril, vai ao ar ‘Para’Í’, de Vinicius Toro, uma ficção que apresenta Pará, menina guarani que se questiona sobre seu lugar no mundo.

Encerrando a mostra, em 19 de abril, ‘Amazônia, A Nova Minamata?’, de Jorge Bodanzky, acompanha o povo Munduruku diante dos efeitos devastadores do garimpo de ouro e da contaminação por mercúrio na Amazônia.

Mostra Semana dos Povos Originários

Horário: Segunda a domingo, 13/04 a 19/04, às 20h

Corumbiara (2009) (117’)

Horário: Segunda, dia 13/04, às 20h

Classificação: Livre

Direção: Vincent Carelli

Sinopse: Leiloada durante o governo militar, a gleba Corumbiara, no sul de Rondônia, é o cenário, em 1985, de um massacre de índios isolados. Apesar dos sinais da tentativa de apagar as evidências de sua existência, filmadas pelo documentarista Vincent Carelli, e das denúncias do indigenista da Funai Marcelo Santos, o caso é esquecido. Dez anos depois, os inequívocos sinais da continuidade dos crimes contra os povos indígenas são revelados, em um processo de selvagem apropriação de terra na Amazônia.

Raoni, Uma Amizade Improvável (2025) (90’)

Horário: Terça, dia 14/04, às 20h

Direção: Jean-Pierre Dutilleux

Sinopse: O filme conta a longa e improvável história de amizade entre o cacique Kaiapó Raoni e o cineasta belga Jean-Pierre Dutilleux ao longo de 50 anos. Desde 1973, através de suas lentes, Dutilleux vem registrando o cacique. Em 1978, seu documentário Raoni, narrado por Marlon Brando, foi indicado ao Oscar e apresentou Raoni ao mundo. Raoni – Uma Amizade Improvável é uma homenagem ao grande líder indígena, símbolo da luta pela demarcação dos territórios indígenas, de sua cultura e da Amazônia.

A Última Floresta (2021) (114’) – Estreia

Horário: Quarta, dia 15/04, às 20h

Direção: Luiz Bolognesi

Sinopse: O xamã Davi Kopenawa Yanomani tenta manter vivos os espíritos da floresta e as tradições, enquanto a chegada de garimpeiros traz morte e doenças para a comunidade, que fica localizada em um território Yanomani  isolado na Amazônia. Os jovens ficam encantados com os bens trazidos pelos brancos.

Krenak (2020) (74’)

Horário: Quinta, dia 16/04, às 20h

Direção: Rogério Corrêa

Sinopse: O documentário de Rogério Corrêa faz um passeio pela memória da etnia Krenak, moradores ancestrais do território hoje conhecido como a cidade de Resplendor, no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. Com uma história conhecida pelo constante sofrimento nas mãos dos governantes brasileiros e pela resiliência em meio a tanto caos – eles já foram declarados extintos –, os Krenak são verdadeiros guerreiros em meio a tantas catástrofes.

O Contato (2024) (85’)

Horário: Sexta, dia 17/04, às 20h

Classificação: 14 anos

Direção: Vicente Ferraz

Sinopse: Explora as travessias de personagens entre suas aldeias e a cidade indígena de São Gabriel da Cachoeira, revelando um rico universo de trocas multiétnicas na deslumbrante região da Cabeça do Cachorro, onde Brasil, Colômbia e Venezuela se encontram.

Para’í (2018) (82’)

Horário: Sábado, dia 18/04, às 20h

Classificação: 10 anos

Direção: Vinicius Toro

Sinopse: Para’í conta a história de Pará, menina guarani que encontra por acaso um milho guarani tradicional, que nunca havia visto e, encantada com a beleza de suas sementes coloridas, busca cultivá-lo. A partir dessa busca começa a questionar seu lugar no mundo, por que não fala guarani, por que é diferente dos colegas da escola, por que seu pai vai à igreja Cristã, por que seu povo luta por terra.

Amazônia, A Nova Minamata? (2022) (76’)

Horário: Domingo, dia 19/04, às 20h

Classificação: 10 anos

Direção: Vinicius Toro

Sinopse: Este documentário acompanha a saga do povo Munduruku para conter o impacto destrutivo do garimpo de ouro em seu território ancestral, enquanto revela como a doença de Minamata, decorrente da contaminação por mercúrio, ameaça hoje os habitantes de toda a Amazônia.

Cenas de “A Última Floresta”, “Para’Í”, “Corumbiara” e “Raoni, uma Amizade Improvável”. Fotos: Divulgação

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CAFÉ COM BIROSCA EDIÇÃO 01 - 2026 LEITURA ESTIMADA: 7 MIN CONSULTORIA POLÍTICA & DESENVOLVIMENTO Jadson d'Pádua | Birosca Diretor Presidente & Especialista em Mentalismo EDITORIAL DE ABERTURA Bem-vindos à primeira edição da nossa coluna. No Café com Birosca, acreditamos que a política não começa nas urnas, mas na mente. Nesta estreia, convido você a refletir sobre o alicerce invisível que sustenta grandes lideranças: a mentalidade. Sirva-se de uma xícara e boa leitura. A Mentalidade é o Primeiro Passo: O Alicerce Invisível da Política uitos aspirantes à vida pública acreditam que a jornada começa com a filiação partidária, a formação de uma base eleitoral ou a contratação de uma equipe de marketing. No entanto, em meus anos de consultoria e estudo do comportamento humano através do mentalismo, aprendi uma verdade fundamental: a política começa muito antes, no silêncio da própria mente. Há um abismo colossal entre "querer estar na política" e estar "mentalmente preparado" para ela. O desejo é o combustível, mas a mentalidade é o motor. Sem um motor calibrado, o combustível apenas queima sem direção. Observo frequentemente indivíduos talentosos, com recursos e boas intenções, naufragarem antes mesmo de a campanha começar. O motivo? Fragilidade emocional e falta de autoconhecimento. A expertise que trazemos no Café com Birosca não é apenas sobre estratégias de voto, mas sobre a construção do ser humano por trás do candidato. O mentalismo aplicado à consultoria política nos permite identificar padrões de comportamento, crenças limitantes e gatilhos emocionais que podem ser fatais em um debate ou em uma crise de imagem. O autoconhecimento é a armadura do político moderno. Antes de se expor ao julgamento público — que é implacável e constante —, é preciso ter mapeado suas próprias vulnerabilidades. Quem não conhece suas sombras será dominado por elas diante das câmeras. Uma mente treinada não reage impulsivamente a provocações; ela responde estrategicamente. Essa é a diferença entre um amador e um estadista. Imagine um candidato que, ao ser atacado por um oponente, perde a compostura. Ali, não foi a falta de argumentos que o derrotou, mas a falta de controle mental. Por outro lado, observe as grandes figuras históricas. A resiliência, a capacidade de ler o ambiente e a empatia calculada são frutos de um trabalho interno rigoroso. A mente molda a postura, o tom de voz e até a microexpressão facial que transmite (ou destrói) a confiança. Para aqueles que buscam a reeleição, o desafio mental é outro: evitar a arrogância do poder e a cegueira de gabinete. É preciso manter a mente aberta e conectada às raízes que o elegeram, revisitando sua trajetória com humildade estratégica. Entrar na política sem preparar a mente é como navegar em mar aberto sem bússola. No Café com Birosca, nosso compromisso é oferecer não apenas o mapa, mas ensinar você a © 2026 Café com Birosca. Todos os direitos reservados.

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