Anvisa reforça segurança dos biossimilares e impulsiona acesso a tratamentos de alto custo

ANova orientação sobre intercambialidade fortalece confiança na troca entre medicamentos e pode ampliar o acesso de pacientes a terapias complexas

É seguro alternar entre um medicamento biológico de referência e um biossimilar? A dúvida, comum entre pacientes e profissionais de saúde, ganhou uma resposta afirmativa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com a nova orientação sobre a intercambialidade, a substituição entre esses medicamentos não interfere na segurança do tratamento, representando um importante avanço para ampliar o acesso às terapias complexas no Brasil.

A Nota Técnica nº 60/2026, publicada neste mês, consolida esse entendimento ao reunir evidências científicas e experiências internacionais. O documento destaca que os biossimilares aprovados pela Anvisa são extremamente semelhantes aos seus biológicos de referência, não apresentando diferenças clinicamente relevantes de eficácia e segurança.

A manifestação da Anvisa, portanto, reduz as incertezas sobre a intercambialidade e fortalece a confiança de médicos, pacientes e gestores de saúde. Este movimento ocorre em um mercado em expansão, com o Brasil sendo um dos principais mercados globais de biossimilares, consolidando-se como o maior polo desse segmento na América Latina, segundo a agência.

Para o médico especialista em biossimilares e presidente eleito para a gestão 2026/2028 da Sociedade Brasileira de Reumatologia, Dr. Valderílio Feijó Azevedo, a nova manifestação da Anvisa representa um marco para a consolidação desses medicamentos no país. “Hoje já temos mais de 100 mil pessoas utilizando biossimilares no sistema público. Com a expiração de patentes de cerca de mil medicamentos biológicos prevista para os próximos anos, a tendência é de forte expansão desse mercado. Segundo a PróGenéricos, genéricos e biossimilares deverão gerar uma economia acumulada superior a R$ 630 bilhões para a população brasileira até 2030. Isso significa mais acesso a tratamentos de alta complexidade e maior sustentabilidade para todo o sistema de saúde”, afirma.

A diretora associada de Assuntos Médicos da Organon, Dra. Nanci Utida, destaca que a intercambialidade já conta com amplo respaldo científico e regulatório. “Estudos e experiências internacionais mostram que a troca pode ser realizada de forma segura e eficaz. O uso de biossimilares é sustentado por evidências robustas e dados de mundo real, inclusive em áreas críticas como oncologia, reumatologia e gastroenterologia”, explica.

Além dos benefícios clínicos, a adoção crescente desses medicamentos vem sendo apontada como uma alternativa estratégica diante do aumento dos custos das terapias inovadoras. “Precisamos discutir formas de garantir a viabilidade do financiamento da saúde no longo prazo. Os biossimilares representam uma oportunidade importante para democratizar o uso de terapias de alta complexidade e tornar mais eficiente a utilização dos recursos disponíveis”, avalia Nanci.

Com diversas patentes de medicamentos biológicos previstas para expirar nos próximos anos, a expectativa é de crescimento contínuo do mercado brasileiro de biossimilares. “Estamos diante de um cenário muito promissor, que combina expansão do tratamento para mais pessoas com maior eficiência econômica para todo o setor de saúde”, conclui Valderílio.

Sobre a Organon

A Organon é uma empresa global de saúde independente com o propósito de ajudar a melhorar a saúde das mulheres em todas as fases da vida. Com um portfólio diversificado, a companhia atua em diversas áreas terapêuticas, oferecendo mais de 60 medicamentos e produtos voltados para a saúde feminina, biossimilares e medicamentos estabelecidos no mercado. Além de seu portfólio atual, a Organon investe em soluções e pesquisas inovadoras para impulsionar novas oportunidades de crescimento em saúde feminina e biossimilares.

A empresa também busca colaborar com parceiros biofarmacêuticos e inovadores interessados em comercializar seus produtos, aproveitando sua escala e presença ágil em mercados internacionais de rápido crescimento.

Com sede em Nova Jersey, nos Estados Unidos e presença em 140 países, a Organon possui um alcance geográfico significativo e conta com cerca de 10.000 colaboradores ao redor do mundo.

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ABRAFESC

CAFÉ COM BIROSCA EDIÇÃO 01 - 2026 LEITURA ESTIMADA: 7 MIN CONSULTORIA POLÍTICA & DESENVOLVIMENTO Jadson d'Pádua | Birosca Diretor Presidente & Especialista em Mentalismo EDITORIAL DE ABERTURA Bem-vindos à primeira edição da nossa coluna. No Café com Birosca, acreditamos que a política não começa nas urnas, mas na mente. Nesta estreia, convido você a refletir sobre o alicerce invisível que sustenta grandes lideranças: a mentalidade. Sirva-se de uma xícara e boa leitura. A Mentalidade é o Primeiro Passo: O Alicerce Invisível da Política uitos aspirantes à vida pública acreditam que a jornada começa com a filiação partidária, a formação de uma base eleitoral ou a contratação de uma equipe de marketing. No entanto, em meus anos de consultoria e estudo do comportamento humano através do mentalismo, aprendi uma verdade fundamental: a política começa muito antes, no silêncio da própria mente. Há um abismo colossal entre "querer estar na política" e estar "mentalmente preparado" para ela. O desejo é o combustível, mas a mentalidade é o motor. Sem um motor calibrado, o combustível apenas queima sem direção. Observo frequentemente indivíduos talentosos, com recursos e boas intenções, naufragarem antes mesmo de a campanha começar. O motivo? Fragilidade emocional e falta de autoconhecimento. A expertise que trazemos no Café com Birosca não é apenas sobre estratégias de voto, mas sobre a construção do ser humano por trás do candidato. O mentalismo aplicado à consultoria política nos permite identificar padrões de comportamento, crenças limitantes e gatilhos emocionais que podem ser fatais em um debate ou em uma crise de imagem. O autoconhecimento é a armadura do político moderno. Antes de se expor ao julgamento público — que é implacável e constante —, é preciso ter mapeado suas próprias vulnerabilidades. Quem não conhece suas sombras será dominado por elas diante das câmeras. Uma mente treinada não reage impulsivamente a provocações; ela responde estrategicamente. Essa é a diferença entre um amador e um estadista. Imagine um candidato que, ao ser atacado por um oponente, perde a compostura. Ali, não foi a falta de argumentos que o derrotou, mas a falta de controle mental. Por outro lado, observe as grandes figuras históricas. A resiliência, a capacidade de ler o ambiente e a empatia calculada são frutos de um trabalho interno rigoroso. A mente molda a postura, o tom de voz e até a microexpressão facial que transmite (ou destrói) a confiança. Para aqueles que buscam a reeleição, o desafio mental é outro: evitar a arrogância do poder e a cegueira de gabinete. É preciso manter a mente aberta e conectada às raízes que o elegeram, revisitando sua trajetória com humildade estratégica. Entrar na política sem preparar a mente é como navegar em mar aberto sem bússola. No Café com Birosca, nosso compromisso é oferecer não apenas o mapa, mas ensinar você a © 2026 Café com Birosca. Todos os direitos reservados.

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