Ações individuais são necessárias, mas não bastam para enfrentar as mudanças climáticas 

Especialista explica o que pode ser feito dentro de casa e por que governos e empresas também precisam agir

Chuvas intensas, ventanias, períodos prolongados de seca, baixa umidade do ar e temperaturas cada vez mais elevadas têm feito parte da rotina de diferentes regiões do Brasil. Diante de fenômenos que ultrapassam fronteiras e afetam milhões de pessoas, uma dúvida se torna cada vez mais comum: as atitudes adotadas individualmente realmente têm impacto?

Segundo Flávia Lourenço, professora do curso de Agronomia da Wyden, as ações individuais são necessárias, mas não devem ser tratadas como a única resposta para um problema de dimensão global. “Uma pessoa ou uma família não conseguirá reverter sozinha as mudanças climáticas. Isso não significa que as escolhas individuais sejam inúteis. Quando incorporadas à rotina e adotadas por muitas pessoas, elas ajudam a reduzir desperdícios, modificar padrões de consumo e ampliar a conscientização sobre o uso dos recursos naturais”, explica.

Dentro de casa, algumas mudanças podem começar pela redução do desperdício de água e energia, pelo conserto de vazamentos, pelo planejamento das compras e pelo melhor aproveitamento dos alimentos. Separar os materiais recicláveis e dar a destinação correta a pilhas, baterias, medicamentos e equipamentos eletrônicos também são medidas importantes.

A especialista destaca que diminuir o consumo de produtos descartáveis e priorizar itens mais duráveis contribuem para reduzir a geração de resíduos e o uso de matérias-primas. Quando possível, manter jardins, árvores e áreas permeáveis nos imóveis também ajuda a amenizar o calor e facilita a absorção da água da chuva. “São atitudes que podem parecer pequenas quando observadas isoladamente, mas que ganham relevância quando se tornam coletivas. O consumo das famílias influencia a produção, o comércio e a forma como os recursos naturais são utilizados”, afirma Flávia.

Além de adotar hábitos mais sustentáveis, a população também precisa se preparar para os efeitos dos eventos climáticos extremos. Acompanhar alertas meteorológicos, manter calhas e ralos limpos, retirar objetos soltos de áreas externas antes de ventanias e evitar queimadas são cuidados que podem diminuir riscos.

Em períodos de calor intenso e baixa umidade, é importante reforçar a hidratação, manter os ambientes ventilados e redobrar a atenção com crianças, idosos e animais. Já diante da previsão de chuvas fortes, a orientação é evitar áreas sujeitas a alagamentos e seguir as recomendações dos órgãos de Defesa Civil.

Para Flávia, no entanto, a responsabilidade não pode ser transferida integralmente para o cidadão. O enfrentamento das mudanças climáticas também depende de políticas públicas, planejamento urbano, fiscalização ambiental, investimentos em energia limpa, transporte coletivo, saneamento e preservação da vegetação. “As escolhas individuais são parte da solução, mas precisam estar acompanhadas de ações estruturais. Governos e empresas têm capacidade para promover mudanças em uma escala muito maior, seja na geração de energia, nos sistemas de transporte, na produção industrial ou no uso do solo”, ressalta.

A participação individual também pode ocorrer por meio do acompanhamento de projetos ambientais, da cobrança por medidas efetivas dos gestores públicos e do apoio a iniciativas desenvolvidas nas comunidades.  “Não é uma briga perdida, mas também não existe uma solução simples ou isolada. Cada pessoa pode contribuir dentro da própria realidade, enquanto empresas e governos precisam assumir responsabilidades proporcionais à sua capacidade de atuação. O enfrentamento só será possível com esforços individuais e coletivos caminhando juntos”, conclui a professora

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CAFÉ COM BIROSCA EDIÇÃO 01 - 2026 LEITURA ESTIMADA: 7 MIN CONSULTORIA POLÍTICA & DESENVOLVIMENTO Jadson d'Pádua | Birosca Diretor Presidente & Especialista em Mentalismo EDITORIAL DE ABERTURA Bem-vindos à primeira edição da nossa coluna. No Café com Birosca, acreditamos que a política não começa nas urnas, mas na mente. Nesta estreia, convido você a refletir sobre o alicerce invisível que sustenta grandes lideranças: a mentalidade. Sirva-se de uma xícara e boa leitura. A Mentalidade é o Primeiro Passo: O Alicerce Invisível da Política uitos aspirantes à vida pública acreditam que a jornada começa com a filiação partidária, a formação de uma base eleitoral ou a contratação de uma equipe de marketing. No entanto, em meus anos de consultoria e estudo do comportamento humano através do mentalismo, aprendi uma verdade fundamental: a política começa muito antes, no silêncio da própria mente. Há um abismo colossal entre "querer estar na política" e estar "mentalmente preparado" para ela. O desejo é o combustível, mas a mentalidade é o motor. Sem um motor calibrado, o combustível apenas queima sem direção. Observo frequentemente indivíduos talentosos, com recursos e boas intenções, naufragarem antes mesmo de a campanha começar. O motivo? Fragilidade emocional e falta de autoconhecimento. A expertise que trazemos no Café com Birosca não é apenas sobre estratégias de voto, mas sobre a construção do ser humano por trás do candidato. O mentalismo aplicado à consultoria política nos permite identificar padrões de comportamento, crenças limitantes e gatilhos emocionais que podem ser fatais em um debate ou em uma crise de imagem. O autoconhecimento é a armadura do político moderno. Antes de se expor ao julgamento público — que é implacável e constante —, é preciso ter mapeado suas próprias vulnerabilidades. Quem não conhece suas sombras será dominado por elas diante das câmeras. Uma mente treinada não reage impulsivamente a provocações; ela responde estrategicamente. Essa é a diferença entre um amador e um estadista. Imagine um candidato que, ao ser atacado por um oponente, perde a compostura. Ali, não foi a falta de argumentos que o derrotou, mas a falta de controle mental. Por outro lado, observe as grandes figuras históricas. A resiliência, a capacidade de ler o ambiente e a empatia calculada são frutos de um trabalho interno rigoroso. A mente molda a postura, o tom de voz e até a microexpressão facial que transmite (ou destrói) a confiança. Para aqueles que buscam a reeleição, o desafio mental é outro: evitar a arrogância do poder e a cegueira de gabinete. É preciso manter a mente aberta e conectada às raízes que o elegeram, revisitando sua trajetória com humildade estratégica. Entrar na política sem preparar a mente é como navegar em mar aberto sem bússola. No Café com Birosca, nosso compromisso é oferecer não apenas o mapa, mas ensinar você a © 2026 Café com Birosca. Todos os direitos reservados.

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