O Jogo Perdido: Quando a Política Submerge a Fé
JPCOBIROSCA
A aparente união entre política e religião, em vez de gerar harmonia, parece ter se tornado um campo de batalha onde os principais atores não encontram caminhos para construir histórias positivas. A percepção é clara: a religião está sendo vencida, dominada pelas grandes estrelas políticas. Não se sabe se os líderes religiosos que se envolveram na política estavam despreparados ou se subestimaram as complexas estruturas partidárias.
Essa perda da religião para a política torna-se evidente quando observamos nomes influentes da esfera religiosa saírem completamente desmoralizados, envolvidos em situações que nem eles próprios conseguem explicar. A verdade é que a política opera em um jogo de palavras e atitudes, enquanto a religião se pauta pela segurança e pela retidão. Na religião, não há “linhas tortas”, nem segmentos divergentes, apenas caminhos escritos a serem seguidos. Já na política, os caminhos são construídos a cada ação, a cada atitude.
A religião é direta: quem vive a fé e a palavra escrita conhece seu propósito. A política, por outro lado, adapta-se a cada momento para não perder espaço. Essa dinâmica é tão visível que vemos pessoas de boa índole, ao testemunharem erros e situações passíveis de correção, decidirem entrar na política para fazer a diferença. O irônico, e triste, é que muitas vezes saem de lá visivelmente piores do que aqueles que já estavam imersos no sistema.
Percebemos em determinados comportamentos no universo político que pessoas que iniciaram com propósitos nobres mudaram completamente seu jeito de ser. Perderam para o universo político. Fica fácil entender que a dinâmica da política é completamente diferente da dinâmica da religião. Mas por que a política se mostra mais forte? Porque ela oferece poderes financeiros, status, e promove uma imagem externa. A religião, em contraste, privilegia o mundo interno, abrindo portas no coração e promovendo a evolução do ser. A política é externa, imediata, ostensiva.
A palavra mais forte da religião é o “Reino de Deus”, a fé, a valorização do ser. Na política, as palavras de ordem são cargos, poderes financeiros, evolução da imagem. Será que é por isso que a religião sempre parece estar perdendo para a política? Alguns, que não buscam discernimento, que não conhecem a Bíblia e a palavra de Deus, encontram justificativas para se misturar. Ao chegarem nesse meio, sentem a pressão para se integrar a um “time”, sob o risco de “morrerem” politicamente. Muitos se corrompem, justificando que “Deus vai entender”, que “Deus vai perdoar”.
Eu acredito que não. Afinal, para Deus, você é um guerreiro, um ser de vitória, com o poder de construir. Você está ali revestido da palavra de Deus, a serviço Dele. Deus estará te usando, mas não dominará sua vontade. Ele permite que você escolha o caminho. Portanto, não culpe os outros. A grande verdade é que a religião vem perdendo para a política, e se continuarmos assim, perderemos muito mais.



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