Política sem máscara: Quando o ataque substitui o projeto
JPCOBIROSCA
A política deveria ser o palco onde as ideias se encontram, onde projetos se confrontam e onde o futuro de uma sociedade é desenhado. No entanto, o que vemos hoje é a ascensão da política do vale-tudo, um terreno perigoso onde o respeito à honra e à família das pessoas foi substituído pela agressão gratuita.
Isso precisa ser repudiado com toda a nossa indignação. Minha total solidariedade à governadora Raquel Lyra pelos ataques que vem sofrendo. É importante pontuar que essa violência não atinge apenas uma gestora, mas uma mulher, sua história, sua família e a própria dignidade do cargo. Raquel, desde que assumiu o compromisso com a família pernambucana, tem demonstrado competência. É possível, sim, ter adversários e enfrentar críticas estas, quando dirigidas ao trabalho, aos questionamentos e às discussões de gestão, são válidas e necessárias para o exercício democrático.
O que se torna inaceitável é quando a crítica abandona o campo das propostas e se direciona à pessoa. Quando se tenta destruir reputações apenas porque o outro não está do mesmo lado, quebram-se todos os tabus e ignora-se a história alheia. Não é possível aceitar que alguém seja rotulado como “ruim” ou péssimo por mera divergência política. Precisamos repensar esse processo. Quando a estratégia se baseia em palavras ofensivas e agressões à honra do homem ou da mulher, isso deixa de ser política: entra no campo da quebra de personalidade e da ofensa barata.
Ofender alguém apenas para lacrar ou tirar vantagem momentânea é a face da política suja, bruta e podre algo que o povo pernambucano e o povo brasileiro já deixaram para trás. A verdade é que a casa cai. Estamos no meio de uma eleição séria, onde o eleitor não cai mais em golpes baixos. Ele pode até observar, mas, na hora do voto, sabe distinguir quem está ali para resolver problemas e quem está ali apenas para fazer palhaçada. A nova política não tem mais espaço para jogo sujo.
Em nota aberta, a primeira-dama de Jaboatão dos Guararapes e candidata a deputada estadual, Andréa Medeiros, veio a público exaltar sua indignação em relação a esses episódios de imoralidade. Ao mesmo tempo, Andréa reafirma ao povo de Pernambuco que esse tipo de conduta não representa o estado. Segundo ela, os caminhos competitivos devem ser feitos de harmonia, trabalho e opinião direcionada a fortalecer projetos. Vence quem tem dedicação e propostas concretas para construir histórias positivas.
A verdadeira política é feita de propostas, de moralidade e de respeito. Sejamos nós os fiscais dessa ética, recusando e denunciando qualquer tentativa de transformar o debate em uma arena de ataques baixos. Política precisa de muito menos vale-tudo e de muito mais construção de caminhos que fortaleçam o nosso povo.
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