Banhistas desafiam sinalização em Boa Viagem e Jaboatão
JPCOBIROSCA
Apesar da sinalização técnica com bandeiras e placas, banhistas continuam a ingressar em pontos de risco na orla de Jaboatão dos Guararapes e em trechos de Boa Viagem, elevando o apelo por ações integradas entre gestores e população para reduzir acidentes. Profissionais do salvamento aquático afirmam que a bandeira vermelha é fincada exatamente onde há correntes de retorno — “onde o mar puxa” — mas moradores dizem que só a sinalização não basta.
Técnicos ouvidos pela reportagem explicam que a identificação dos pontos perigosos considera topografia do fundo, comportamento das ondas e histórico de puxões. Ainda assim, relatam frequentes casos de banhistas que desrespeitam as marcações por desconhecimento, imprudência ou falta de fiscalização. Para a comunidade local, é necessário unir medidas técnicas a campanhas educativas permanentes, presença reforçada de guarda-vidas em trechos críticos e mecanismos que responsabilizem usuários imprudentes.
Moradores e frequentadores destacam que os guarda-vidas têm marcado presença — especialmente nos pontos mais críticos — e que vendedores ambulantes e donos de quiosques orientam quem chega à praia. Mesmo assim, muitos banhistas “furam” a proteção, atravessam áreas sinalizadas e insistem em entrar em trechos de risco. A mensagem aos usuários é clara: respeitar as bandeiras, acatar as orientações dos agentes e dar atenção às placas não é protocolo burocrático, é questão de preservar vidas e valorizar a estrutura montada para protegê-los.
Gestores públicos e órgãos de segurança têm responsabilidades distintas, que vão do atendimento e resgate ao monitoramento e à comunicação de risco: Corpo de Bombeiros (salvamento aquático), Capitania dos Portos (regulação e fiscalização marítima), Defesas Civis municipal e estadual (alertas e coordenação em emergências), prefeituras (gestão da orla) e SAMU (atendimento médico). Moradores propõem ainda sinalização mais visível, painéis com alertas em tempo real e ações de fiscalização em feriados e alta temporada.
O histórico de salvamentos na região reforça a necessidade de articulação: sem campanhas contínuas e sem fiscalização eficaz, o risco de acidentes e tragédias permanece elevado — e a responsabilidade tende a ser compartilhada entre usuários e gestores.
O que fazer em caso de emergência
– Acione imediatamente os serviços de emergência: Bombeiros 193; SAMU 192; Polícia Militar 190; Defesa Civil 199.
– Procure o posto de guarda-vidas mais próximo, sinalize o local da vítima e evite entrar na água sem apoio especializado.
Contatos locais (confirmar antes de publicação)
– Prefeituras do Recife e de Jaboatão dos Guararapes: sites oficiais para telefones da Defesa Civil municipal, Guarda Municipal e postos de guarda-vidas.
– Capitania dos Portos — verificar o contato regional no site da Marinha.
Respeitar as bandeiras salva vidas. A combinação entre técnica, fiscalização e educação é essencial para que as praias continuem sendo espaços de lazer, não de risco.
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