Pedro Campos articula audiência pública na Câmara para evitar perda de R$ 146 milhões em saneamento no Sertão de Pernambuco

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Após Governo de Pernambuco abrir mão de R$ 146 milhões, parlamentar articula junto ao governo federal para investimentos serem garantidos

BRASÍLIA – A Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional (CINDRE) da Câmara dos Deputados realiza, hoje (27/05), audiência pública para debater os recursos da desestatização da Eletrobras voltados para revitalização da Bacia do São Francisco. A reunião, requerida pelo deputado federal Pedro Campos(PSB-PE), tem como objetivo de debater soluções para evitar que Pernambuco perca R$ 146 milhões em investimentos imediatos para obras de saneamento básico em municípios do Sertão e Agreste.

Os investimentos, oriundos do Fundo de Revitalização da Bacia do Rio São Francisco, seriam destinados a obras imediatas em 16 cidades pernambucanas, mas foram cancelados pelo Comitê Gestor do Fundo sob a justificativa de que a concessão dos serviços de saneamento no estado tornaria os investimentos desnecessários.

“Estamos falando de mais de R$ 140 milhões que podem garantir saneamento, saúde e dignidade para o povo pernambucano. Existe mais de R$ 1 bilhão na conta de revitalização do Rio São Francisco destinado justamente para investimentos como esse. Não faz sentido abrir mão desses recursos”, afirmou o parlamentar.

A audiência será realizada no Plenário 15 da Câmara dos Deputados e reunirá representantes do Governo Federal, gestores municipais, órgãos de controle e especialistas para discutir alternativas que garantam a manutenção dos investimentos.

Entre os participantes confirmados estão Giuseppe Vieira, secretário nacional de Segurança Hídrica do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR); José Almir Cirilo, secretário de Recursos Hídricos e Saneamento de Pernambuco; Cláudio Ademar, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF); Samir Felipe, secretário executivo da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas de Sergipe (SEMAC-SE); além do prefeito Sandrinho Palmeira, de Afogados da Ingazeira (PE).

Pedro Campos questionou o desinteresse do governo Raquel Lyra em relação a esses recursos e afirmou que os mesmos podem acelerar a implantação de sistemas de esgotamento sanitário, independentemente da concessão realizada no estado.

Entre os municípios que seriam contemplados estão Petrolândia, com cerca de R$ 18 milhões previstos; Ibimirim, com aproximadamente R$ 26 milhões; e Afogados da Ingazeira, com mais de R$ 25 milhões destinados a obras de saneamento.

O deputado informou que já esteve em reuniões com a Casa Civil e com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para solicitar a revisão da decisão. Segundo ele, caso os investimentos sejam mantidos com recursos federais, haverá redução da pressão tarifária sobre a população, uma vez que a futura concessionária deixaria de arcar com parte das obras previstas.

“A compensação para o cidadão precisa ser a diminuição da tarifa. Se o investimento já pode ser feito com recurso público disponível, não há justificativa para que essa conta pese no bolso do povo do Sertão”, destacou.

O parlamentar comentou a sua articulação. “O Sertão não pode esperar décadas por obras que já possuem recurso garantido. Estamos mobilizando prefeitos, dialogando com o Governo Federal e cobrando participação do Governo do Estado para impedir esse retrocesso”, concluiu Pedro Campos.

CONFIRA A LISTA CIDADES PERNAMBUCANAS PREJUDICADAS

1. Afogados da Ingazeira – R$ 25,0 milhões
2. Araripina – R$ 2,8 milhões
3. Belém do São Francisco – R$ 13,9 milhões
4. Bodocó – R$ 4,2 milhões
5. Buíque – R$ 6,0 milhões
6. Calumbi – R$ 7,5 milhões
7. Exu – R$ 5,1 milhões
8. Ibimirim – R$ 26,6 milhões
9. Iguaracy – R$ 11,8 milhões
10. Moreilândia – R$ 2,5 milhões
11. Ouricuri – R$ 2,5 milhões
12. Petrolândia – R$ 18,0 milhões
13. Santa Terezinha – R$ 4,4 milhões
14. Sertânia – R$ 2,2 milhões
15. Tabira – R$ 8,0 milhões
16. Trindade – R$ 5,8 milhões

https://www.camara.leg.br/evento-legislativo/82144    

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CAFÉ COM BIROSCA EDIÇÃO 01 - 2026 LEITURA ESTIMADA: 7 MIN CONSULTORIA POLÍTICA & DESENVOLVIMENTO Jadson d'Pádua | Birosca Diretor Presidente & Especialista em Mentalismo EDITORIAL DE ABERTURA Bem-vindos à primeira edição da nossa coluna. No Café com Birosca, acreditamos que a política não começa nas urnas, mas na mente. Nesta estreia, convido você a refletir sobre o alicerce invisível que sustenta grandes lideranças: a mentalidade. Sirva-se de uma xícara e boa leitura. A Mentalidade é o Primeiro Passo: O Alicerce Invisível da Política uitos aspirantes à vida pública acreditam que a jornada começa com a filiação partidária, a formação de uma base eleitoral ou a contratação de uma equipe de marketing. No entanto, em meus anos de consultoria e estudo do comportamento humano através do mentalismo, aprendi uma verdade fundamental: a política começa muito antes, no silêncio da própria mente. Há um abismo colossal entre "querer estar na política" e estar "mentalmente preparado" para ela. O desejo é o combustível, mas a mentalidade é o motor. Sem um motor calibrado, o combustível apenas queima sem direção. Observo frequentemente indivíduos talentosos, com recursos e boas intenções, naufragarem antes mesmo de a campanha começar. O motivo? Fragilidade emocional e falta de autoconhecimento. A expertise que trazemos no Café com Birosca não é apenas sobre estratégias de voto, mas sobre a construção do ser humano por trás do candidato. O mentalismo aplicado à consultoria política nos permite identificar padrões de comportamento, crenças limitantes e gatilhos emocionais que podem ser fatais em um debate ou em uma crise de imagem. O autoconhecimento é a armadura do político moderno. Antes de se expor ao julgamento público — que é implacável e constante —, é preciso ter mapeado suas próprias vulnerabilidades. Quem não conhece suas sombras será dominado por elas diante das câmeras. Uma mente treinada não reage impulsivamente a provocações; ela responde estrategicamente. Essa é a diferença entre um amador e um estadista. Imagine um candidato que, ao ser atacado por um oponente, perde a compostura. Ali, não foi a falta de argumentos que o derrotou, mas a falta de controle mental. Por outro lado, observe as grandes figuras históricas. A resiliência, a capacidade de ler o ambiente e a empatia calculada são frutos de um trabalho interno rigoroso. A mente molda a postura, o tom de voz e até a microexpressão facial que transmite (ou destrói) a confiança. Para aqueles que buscam a reeleição, o desafio mental é outro: evitar a arrogância do poder e a cegueira de gabinete. É preciso manter a mente aberta e conectada às raízes que o elegeram, revisitando sua trajetória com humildade estratégica. Entrar na política sem preparar a mente é como navegar em mar aberto sem bússola. No Café com Birosca, nosso compromisso é oferecer não apenas o mapa, mas ensinar você a © 2026 Café com Birosca. Todos os direitos reservados.

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