Seminário internacional discutirá a necropolítica dos ventos

Estão abertas as inscrições para o 1° Seminário Internacional Ventos para Saúde – A necropolítica dos ventos e os processos de adoecimento de comunidades camponesas, que acontecerá nos dias 18 e 19 de junho, em formato híbrido. A iniciativa é promovida pela Fiocruz Pernambuco e Universidade de Pernambuco (UPE), por meio do grupo de pesquisa Ventos para a Saúde, em parceria com a Comissão Pastoral da Terra e Escola dos Ventos, com financiamento do edital Inova/Fiocruz.
O encontro reunirá pesquisadores(as), movimentos sociais, estudantes, profissionais da saúde e comunidades atingidas, para discutir os impactos dos parques eólicos nos territórios e na vida das pessoas. O primeiro dia será exclusivamente remoto, com transmissão pelo Youtube. Já a sexta-feira (19/06) será presencial na Fiocruz PE, das 8h às 12h30, no auditório, e das 14h às 17h, na sala 1, no 3º andar da área de Ensino da instituição.
O objetivo é promover o debate crítico e interdisciplinar sobre os efeitos socioambientais e à saúde decorrentes da implantação de empreendimentos eólicos, com ênfase nas repercussões sobre a saúde mental, os efeitos do ruído e os processos de desterritorialização em comunidades camponesas. Busca-se também socializar resultados de pesquisas, fortalecer a articulação entre academia e comunidades afetadas e ampliar a visibilidade dessas problemáticas no campo da saúde coletiva e da justiça ambiental.
Sobre o Grupo de Pesquisa Ventos para a Saúde – Trata-se de um grupo que nasce do encontro entre universidade, pesquisa e território. O Ventos para a Saúde é coordenado por docentes da Universidade de Pernambuco (UPE – Campus Garanhuns) e da Fiocruz PE, reunindo estudantes da graduação, mestrado e doutorado, além de pesquisadores e parceiros comprometidos com a temática.
A atuação do grupo tem como foco central os processos de vulnerabilização decorrentes da expansão da energia eólica e seus impactos na saúde das populações, especialmente em territórios do campo e comunidades tradicionais. “Acreditamos que discutir saúde é também discutir modelo de desenvolvimento, justiça socioambiental e direitos humanos. Por isso, construímos nossas pesquisas em diálogo com movimentos sociais e comunidades afetadas, dialogando com diferentes saberes, fortalecendo uma ciência comprometida com a realidade e com a transformação social”, explica a pesquisadora da UPE e docente colaboradora da Fiocruz PE, Wanessa Gomes, uma das coordenadoras da iniciativa, ao lado do pesquisador da Fiocruz PE André Monteiro.

CAFÉ COM BIROSCA EDIÇÃO 01 - 2026 LEITURA ESTIMADA: 7 MIN CONSULTORIA POLÍTICA & DESENVOLVIMENTO Jadson d'Pádua | Birosca Diretor Presidente & Especialista em Mentalismo EDITORIAL DE ABERTURA Bem-vindos à primeira edição da nossa coluna. No Café com Birosca, acreditamos que a política não começa nas urnas, mas na mente. Nesta estreia, convido você a refletir sobre o alicerce invisível que sustenta grandes lideranças: a mentalidade. Sirva-se de uma xícara e boa leitura. A Mentalidade é o Primeiro Passo: O Alicerce Invisível da Política uitos aspirantes à vida pública acreditam que a jornada começa com a filiação partidária, a formação de uma base eleitoral ou a contratação de uma equipe de marketing. No entanto, em meus anos de consultoria e estudo do comportamento humano através do mentalismo, aprendi uma verdade fundamental: a política começa muito antes, no silêncio da própria mente. Há um abismo colossal entre "querer estar na política" e estar "mentalmente preparado" para ela. O desejo é o combustível, mas a mentalidade é o motor. Sem um motor calibrado, o combustível apenas queima sem direção. Observo frequentemente indivíduos talentosos, com recursos e boas intenções, naufragarem antes mesmo de a campanha começar. O motivo? Fragilidade emocional e falta de autoconhecimento. A expertise que trazemos no Café com Birosca não é apenas sobre estratégias de voto, mas sobre a construção do ser humano por trás do candidato. O mentalismo aplicado à consultoria política nos permite identificar padrões de comportamento, crenças limitantes e gatilhos emocionais que podem ser fatais em um debate ou em uma crise de imagem. O autoconhecimento é a armadura do político moderno. Antes de se expor ao julgamento público — que é implacável e constante —, é preciso ter mapeado suas próprias vulnerabilidades. Quem não conhece suas sombras será dominado por elas diante das câmeras. Uma mente treinada não reage impulsivamente a provocações; ela responde estrategicamente. Essa é a diferença entre um amador e um estadista. Imagine um candidato que, ao ser atacado por um oponente, perde a compostura. Ali, não foi a falta de argumentos que o derrotou, mas a falta de controle mental. Por outro lado, observe as grandes figuras históricas. A resiliência, a capacidade de ler o ambiente e a empatia calculada são frutos de um trabalho interno rigoroso. A mente molda a postura, o tom de voz e até a microexpressão facial que transmite (ou destrói) a confiança. Para aqueles que buscam a reeleição, o desafio mental é outro: evitar a arrogância do poder e a cegueira de gabinete. É preciso manter a mente aberta e conectada às raízes que o elegeram, revisitando sua trajetória com humildade estratégica. Entrar na política sem preparar a mente é como navegar em mar aberto sem bússola. No Café com Birosca, nosso compromisso é oferecer não apenas o mapa, mas ensinar você a © 2026 Café com Birosca. Todos os direitos reservados.

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