Suape realiza missão no Sudeste Asiático para ampliar investimentos e atrair novas rotas marítimas

O roteiro inclui agendas em Singapura, na Malásia e na Indonésia, promovendo reuniões com os embaixadores do Brasil nos países percorridos, visitas a portos e terminais de cargas, a hubs de tecnologia e a instituições financeiras, além de empresas públicas e privadas

Enquanto o Brasil ainda respira o clima do Carnaval, Suape concentra suas atenções na prospecção de novos negócios do outro lado do mundo. O complexo industrial portuário está em evidência no Sudeste Asiático, em missão comercial em Singapura, Malásia e Indonésia, a convite do Instituto Ásia-Pacífico. A missão tem apoio institucional da Frente Parlamentar Mista Brasil-ASEAN do Congresso Nacional e do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty).

A missão comercial, batizada Suape-Brasil-ASEAN, é um desdobramento da reunião que aconteceu em Brasília, em dezembro de 2025, quando o diretor-presidente do complexo, Armando Monteiro Bisneto, assinou termo de cooperação com a Frente Parlamentar. Na expectativa de estreitar relações com o Sudeste Asiático, o gestor apresentou as potencialidades do complexo a embaixadores do bloco econômico, representantes do Ministério das Relações Exteriores, parlamentares, empresários, entre outras autoridades.

Armando Bisneto viajou para a região acompanhado do diretor Jurídico de Suape, João Paiva, e do assessor especial da presidência, Alexandre Cardoso. A comitiva é integrada ainda pelo secretário da Frente Parlamentar Mista, Alex Kawano, que é responsável pela condução estratégica da missão e atua como intérprete nas agendas oficiais e encontros institucionais.

O gestor da estatal portuária informou que tem estratégia bem definida para ampliar investimentos, diversificar mercados e atrair novas rotas marítimas para Suape, o 6º porto público mais movimentado do país. “Vamos mostrar que já temos linha marítima direta para a Ásia, além de todos os projetos estruturantes, nossa infraestrutura (atual e futura) e destacar o novo ciclo de desenvolvimento do complexo. Detalharemos a chegada de grandes investimentos, a construção do terminal de cargas e de  contêineres da APM Terminal (o mais moderno da América Latina), a chegada de duas fábricas de e-metanol e os avanços no segmento da transição energética”, destacou.

Dados do Anuário Estatístico 2025 da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) apontam que, entre origens e destinos de cargas movimentadas nos portos brasileiros, a ASEAN já aparece em quarto lugar. E é nesse nicho de mercado que Suape foca suas prospecções. Além de Singapura, Malásia e Indonésia, o bloco econômico, apontado como um dos mais pujantes do mundo, é formado pelo Timor Leste, Camboja, Brunei, Laos, Myanmar, Filipinas, Vietnã e Tailândia.

O roteiro da missão é intenso. A programação inclui encontros com os embaixadores do Brasil nos países visitados e com a Embaixada do Brasil junto à ASEAN, além de agendas com startups, instituições financeiras, portos, empresas de ecommerce, e de visitas a grandes portos e a empresas públicas e privadas de diferentes segmentos.

SINGAPURA

Por causa do fuso horário (+ 11 horas à frente), enquanto o dia começava no Brasil nesta quinta-feira (19), as primeiras agendas oficiais da comitiva já haviam sido cumpridas em Singapura. A programação teve início com audiência com o embaixador brasileiro na cidade-estado, Luciano Mazza de Andrade, e com a conselheira e chefe da Secção Comercial e Econômica do órgão diplomático, Sarah Prado Chicrala.

Na sequência, acompanhados pelos representantes da embaixada, a comitiva teve reunião no Pier71, hub de inovação marítima que conecta startups, indústrias, portos e investidores e que atua no desenvolvimento e testes de soluções para digitalização, eficiência operacional, segurança e descarbonização.

O dia também foi marcado por encontros com executivos da Shopee, uma das principais plataformas de e-comerce da Ásia, que já conta com centro de distribuição em Pernambuco, e com representantes do DBS Bank (maior banco de Singapura e um dos principais grupos financeiros do continente). Na pauta, instrumentos de financiamentos para infraestrutura portuária, logística, energia e projetos sustentáveis, como Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões.

Na ocasião, Suape apresentou o projeto da Ferrovia Transnordestina e do Terminal de Granéis Minerais Sólidos, como iniciativas estruturantes para ampliar a competitividade logística e a integração multimodal do Nordeste brasileiro.

Nesta sexta (20), está programada visita a empresa Portek International, operadora de terminais que fornece soluções de engenharia e equipamentos para portos. O grupo tem presença operacional e projetos na Ásia, na Europa e na África.

Também haverá visita ao PSA International, grupo portuário considerado o maior centro de transbordo do mundo, com sede e operações emblemáticas em Singapura.  É reconhecido como um importante gestor na cadeia de abastecimento global, com vasta rede internacional de terminais.

MALÁSIA

Na Malásia, a base da missão será a capital Kuala Lumpur, de onde a comitiva partirá para uma série de destinos. A programação começa na segunda (23) em Port Klang, um dos principais complexos portuários do país. A primeira parada será no terminal da empresa Westports. Localizado na ilha Pulau Indah, é apontado como principal terminal de contêineres da região.

A agenda deverá resultar na formalização de Memorandos de Entendimento (MoUs), de caráter institucional e não vinculante, voltados ao intercâmbio de informações, cooperação técnica e aproximação estratégica entre autoridades portuárias.

À tarde, o destino será Northport Bhd, porto de multipropósito situado na área mais tradicional da região portuária. Operado pela MMC Port Holdings Berhad (MMC Ports), trata-se do principal grupo portuário da Malásia, proprietário de portos em Penang e Johor, sendo subsidiária integral da MMC Corporation Berhad, um dos principais conglomerados do país.

A missão inclui visita ao estado de Johor, com agenda no Complexo Integrado de Pengerang, o maior investimento downstream (refino e petroquímica) da estatal de energia Petronas. Com aporte estimado em US$ 27 bilhões, o empreendimento integra o Pengerang Integrated Petroleum Complex (PIPC), concebido para posicionar o país como um hub regional de petróleo e gás.

Ainda em Johor, estão previstos encontros com a MSM Malaysia Holdings Berhad, principal refinadora de açúcar do país. Fundada em 1959, a companhia opera grande refinaria em Tanjung Langsat, com elevada capacidade de processamento e atuação relevante no comércio internacional de açúcar.

A última agenda na Malásia, no dia 25, será uma reunião com representantes da Petroliam Nasional Berhad (Petronas), maior empresa do país e uma das principais companhias globais de energia. Em 2023, o grupo registrou receita próxima de US$ 70 bilhões e ativos estimados em US$ 175 bilhões, mantendo presença consolidada no Brasil, com investimentos superiores a US$ 5 bilhões no pré-sal, além de atuação nos segmentos de transporte marítimo, operação de navios-plataforma, distribuição de combustíveis e lubrificantes.

A programação inclui encontro com integrantes da Malaysia International Shipping Corporation (MISC) Berhad, uma das maiores companhias de navegação da Ásia e braço marítimo da Petronas. Presente nas principais rotas internacionais, opera navios que transportam petróleo, gás e cargas estratégicas pelo mundo.

A proposta é apresentar Suape como destino para manutenção e reparo dessas embarcações, posicionando o porto pernambucano na rota global de grandes navios e abrindo caminho para geração de empregos, qualificação profissional e novos investimentos para o Estado.

INDONÉSIA

Na Indonésia, a missão terá agenda institucional no Secretariado-Geral da ASEAN, com sede na capital, Jacarta. A instituição é responsável pela coordenação administrativa da Associação das Nações do Sudeste Asiático. Haverá, ainda, reunião com diretores da Indonésia Investment Authority (INA), fundo soberano do país voltado à atração de investimentos e ao crescimento econômico sustentável, com foco em infraestrutura, economia digital, saúde e economia verde.

Também está programado encontro dos representantes da missão com jornalistas do Bisnis Indonesia, principal jornal de negócios do país, com o objetivo de ampliar o diálogo institucional e a visibilidade da comitiva no ambiente econômico regional. O retorno ao Brasil está marcado para o sábado (28).

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CAFÉ COM BIROSCA EDIÇÃO 01 - 2026 LEITURA ESTIMADA: 7 MIN CONSULTORIA POLÍTICA & DESENVOLVIMENTO Jadson d'Pádua | Birosca Diretor Presidente & Especialista em Mentalismo EDITORIAL DE ABERTURA Bem-vindos à primeira edição da nossa coluna. No Café com Birosca, acreditamos que a política não começa nas urnas, mas na mente. Nesta estreia, convido você a refletir sobre o alicerce invisível que sustenta grandes lideranças: a mentalidade. Sirva-se de uma xícara e boa leitura. A Mentalidade é o Primeiro Passo: O Alicerce Invisível da Política uitos aspirantes à vida pública acreditam que a jornada começa com a filiação partidária, a formação de uma base eleitoral ou a contratação de uma equipe de marketing. No entanto, em meus anos de consultoria e estudo do comportamento humano através do mentalismo, aprendi uma verdade fundamental: a política começa muito antes, no silêncio da própria mente. Há um abismo colossal entre "querer estar na política" e estar "mentalmente preparado" para ela. O desejo é o combustível, mas a mentalidade é o motor. Sem um motor calibrado, o combustível apenas queima sem direção. Observo frequentemente indivíduos talentosos, com recursos e boas intenções, naufragarem antes mesmo de a campanha começar. O motivo? Fragilidade emocional e falta de autoconhecimento. A expertise que trazemos no Café com Birosca não é apenas sobre estratégias de voto, mas sobre a construção do ser humano por trás do candidato. O mentalismo aplicado à consultoria política nos permite identificar padrões de comportamento, crenças limitantes e gatilhos emocionais que podem ser fatais em um debate ou em uma crise de imagem. O autoconhecimento é a armadura do político moderno. Antes de se expor ao julgamento público — que é implacável e constante —, é preciso ter mapeado suas próprias vulnerabilidades. Quem não conhece suas sombras será dominado por elas diante das câmeras. Uma mente treinada não reage impulsivamente a provocações; ela responde estrategicamente. Essa é a diferença entre um amador e um estadista. Imagine um candidato que, ao ser atacado por um oponente, perde a compostura. Ali, não foi a falta de argumentos que o derrotou, mas a falta de controle mental. Por outro lado, observe as grandes figuras históricas. A resiliência, a capacidade de ler o ambiente e a empatia calculada são frutos de um trabalho interno rigoroso. A mente molda a postura, o tom de voz e até a microexpressão facial que transmite (ou destrói) a confiança. Para aqueles que buscam a reeleição, o desafio mental é outro: evitar a arrogância do poder e a cegueira de gabinete. É preciso manter a mente aberta e conectada às raízes que o elegeram, revisitando sua trajetória com humildade estratégica. Entrar na política sem preparar a mente é como navegar em mar aberto sem bússola. No Café com Birosca, nosso compromisso é oferecer não apenas o mapa, mas ensinar você a © 2026 Café com Birosca. Todos os direitos reservados.

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