Abandono e tráfico ilegal no Brasil e no mundo 

Quase 5 milhões de pets estão em situação de vulnerabilidade no Brasil. Mais de 200 mil animais estão sob tutela de ONGs ou grupos de protetores independentes no país. Cerca de 4,8 milhões de cães e gatos estão em condições de vulnerabilidade no Brasil, segundo o Instituto Pet Brasil. Uma pesquisa do instituto, realizada durante o ano de 2024, foca na conscientização sobre o combate ao abandono de animais no país.

A lei prevê prisão de 2 a 5 anos para quem abandonar ou maltratar animais.  Apesar dos avanços em políticas públicas e campanhas de adoção, o abandono de animais domésticos e o comércio ilegal de espécies silvestres seguem como desafios urgentes no Brasil e no mundo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30 milhões de cães e gatos vivem em situação de rua no Brasil, resultado do abandono e da falta de políticas efetivas de controle populacional. O número aumenta em épocas festivas e após as férias escolares, quando famílias desistem de manter os animais.

“O abandono não é apenas um problema de saúde pública, mas também uma questão de responsabilidade social. Animais em situação de rua sofrem com fome, maus-tratos e podem transmitir doenças. É fundamental que a adoção seja sempre consciente”, destaca o professor do curso de Medicina Veterinária da Wyden, Thiago Fernandes.

Tráfico de animais silvestres: crime global

Além do abandono de pets, o tráfico de animais silvestres continua sendo uma das maiores ameaças à biodiversidade mundial. De acordo com a INTERPOL e a ONU Meio Ambiente, o tráfico de vida selvagem movimenta entre US$ 7 bilhões e US$ 23 bilhões por ano, sendo o quarto maior comércio ilegal do mundo, atrás apenas do tráfico de drogas, armas e pessoas.

No Brasil, estima-se que 38 milhões de animais silvestres sejam retirados da natureza anualmente, segundo dados da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas). Apenas uma pequena parte é resgatada em operações, e muitos morrem antes de chegar ao destino final.

“Quando se compra um animal silvestre ilegal, não se está levando apenas um pet exótico para casa, para cada 1 animal que sobrevive e é comercializado aproximadamente 10 outros morrem na captura, transporte e comercialização ilegal. Está se contribuindo para a destruição da espécie, de ecossistemas inteiros e para a disseminação de doenças que podem ser passadas para os humanos”, alerta o professor Thiago.

Dicas para proteger os animais e a biodiversidade

Adote com consciência: antes de acolher um pet, avalie seu tempo, espaço e recursos financeiros.

Denuncie: em casos de maus-tratos ou comércio ilegal, registre ocorrência na Polícia Militar Ambiental (telefone 190) ou pelo Ibama (Linha Verde: 0800 61 8080).

Não compre animais silvestres: além de ilegal, essa prática coloca em risco a sobrevivência das espécies.

Cuide da saúde do pet: Leve seu animal de estimação ao Médico Veterinário regularmente, mantenha em dia as vacinas, ofereça água, alimentos adequados, abrigo e segurança, além de passeio regulares.

Apoie ONGs locais: contribua com doações, voluntariado ou apadrinhamento de animais.

RESUMO DOS DADOS

Abandono de animais domésticos

  • Mundo: estimativa de 200 milhões de cães vivendo em situação de rua (OMS, 2023).
  • Brasil: cerca de 30 milhões de cães e gatos abandonados (OMS/Abinpet, 2023).

Tráfico de animais silvestres

  • Mundo: movimenta de US$ 7 bilhões a US$ 23 bilhões por ano, sendo o 4º maior comércio ilegal (ONU Meio Ambiente/INTERPOL, 2023).
  • Brasil: cerca de 38 milhões de animais silvestres retirados da natureza por ano (Renctas, 2023).
  • Apreensões: menos de 1% dos animais traficados são recuperados vivos (Renctas).
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CAFÉ COM BIROSCA EDIÇÃO 01 - 2026 LEITURA ESTIMADA: 7 MIN CONSULTORIA POLÍTICA & DESENVOLVIMENTO Jadson d'Pádua | Birosca Diretor Presidente & Especialista em Mentalismo EDITORIAL DE ABERTURA Bem-vindos à primeira edição da nossa coluna. No Café com Birosca, acreditamos que a política não começa nas urnas, mas na mente. Nesta estreia, convido você a refletir sobre o alicerce invisível que sustenta grandes lideranças: a mentalidade. Sirva-se de uma xícara e boa leitura. A Mentalidade é o Primeiro Passo: O Alicerce Invisível da Política uitos aspirantes à vida pública acreditam que a jornada começa com a filiação partidária, a formação de uma base eleitoral ou a contratação de uma equipe de marketing. No entanto, em meus anos de consultoria e estudo do comportamento humano através do mentalismo, aprendi uma verdade fundamental: a política começa muito antes, no silêncio da própria mente. Há um abismo colossal entre "querer estar na política" e estar "mentalmente preparado" para ela. O desejo é o combustível, mas a mentalidade é o motor. Sem um motor calibrado, o combustível apenas queima sem direção. Observo frequentemente indivíduos talentosos, com recursos e boas intenções, naufragarem antes mesmo de a campanha começar. O motivo? Fragilidade emocional e falta de autoconhecimento. A expertise que trazemos no Café com Birosca não é apenas sobre estratégias de voto, mas sobre a construção do ser humano por trás do candidato. O mentalismo aplicado à consultoria política nos permite identificar padrões de comportamento, crenças limitantes e gatilhos emocionais que podem ser fatais em um debate ou em uma crise de imagem. O autoconhecimento é a armadura do político moderno. Antes de se expor ao julgamento público — que é implacável e constante —, é preciso ter mapeado suas próprias vulnerabilidades. Quem não conhece suas sombras será dominado por elas diante das câmeras. Uma mente treinada não reage impulsivamente a provocações; ela responde estrategicamente. Essa é a diferença entre um amador e um estadista. Imagine um candidato que, ao ser atacado por um oponente, perde a compostura. Ali, não foi a falta de argumentos que o derrotou, mas a falta de controle mental. Por outro lado, observe as grandes figuras históricas. A resiliência, a capacidade de ler o ambiente e a empatia calculada são frutos de um trabalho interno rigoroso. A mente molda a postura, o tom de voz e até a microexpressão facial que transmite (ou destrói) a confiança. Para aqueles que buscam a reeleição, o desafio mental é outro: evitar a arrogância do poder e a cegueira de gabinete. É preciso manter a mente aberta e conectada às raízes que o elegeram, revisitando sua trajetória com humildade estratégica. Entrar na política sem preparar a mente é como navegar em mar aberto sem bússola. No Café com Birosca, nosso compromisso é oferecer não apenas o mapa, mas ensinar você a © 2026 Café com Birosca. Todos os direitos reservados.

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