Amamentação fortalece vínculos e promove saúde desde os primeiros dias de vida

Especialistas de diferentes especialidades exaltam o poder da amamentação

Muito antes de ser apenas a principal fonte de alimentação do bebê, a amamentação representa um dos primeiros gestos de cuidado, proteção e afeto entre mãe e filho. É durante esse momento que se fortalecem vínculos, se constroem relações de confiança e se criam bases importantes para o desenvolvimento físico e emocional da criança. Essa é a mensagem reforçada pelo Agosto Dourado, campanha que mobiliza todo o país para promover, proteger e apoiar o aleitamento materno.

Na Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS), especialistas de diferentes áreas explicam que os benefícios do leite materno vão muito além da nutrição. Psicologia, Nutrição, Odontologia e Enfermagem mostram que amamentar é uma prática capaz de impactar positivamente toda a vida da mãe e do bebê.

O primeiro vínculo também alimenta as emoções

Para a tutora do curso de Psicologia da FPS, Otovanilda Góis, o momento da amamentação é um encontro que ultrapassa o aspecto biológico. Enquanto o bebê é alimentado, também experimenta sensações fundamentais para o seu desenvolvimento emocional. “O contato visual, o toque, a voz e a disponibilidade emocional durante esse encontro fortalecem a sensação de segurança, acolhimento e pertencimento desde os primeiros dias de vida”.

Ao mesmo tempo, a especialista lembra que a amamentação nem sempre acontece de forma simples. Dificuldades podem surgir ao longo do processo e, por isso, o acolhimento faz toda a diferença. “Quem amamenta também precisa de cuidado. O apoio da família e dos profissionais de saúde permite que cada mulher vivencie essa experiência com respeito, segurança e sem julgamentos”.

Um alimento completo para o bebê e um aliado da saúde da mãe

Os benefícios do leite materno são amplamente reconhecidos pela ciência. A Organização Mundial da Saúde recomenda a amamentação exclusiva até os seis meses de vida e sua continuidade, de forma complementar, até os dois anos ou mais. Segundo a tutora do curso de Nutrição da FPS, Lígia Pereira, essa recomendação se justifica pelos inúmeros ganhos para a saúde infantil.

“O leite materno oferece fatores imunológicos importantes, favorece o crescimento saudável, contribui para o desenvolvimento da musculatura da face e da dentição e ajuda a prevenir doenças crônicas ao longo da vida”, afirma.

Ela destaca que os efeitos positivos também alcançam quem amamenta. A prática auxilia na recuperação do organismo após o parto, contribui para o controle do peso e ajuda na prevenção de algumas doenças.

Outro aspecto importante, segundo a nutricionista, é a alimentação da mãe durante esse período. Uma dieta equilibrada beneficia sua saúde, influencia a composição do leite e contribui para uma experiência de amamentação mais saudável para ambos.

A saúde da boca também começa no peito

Os reflexos da amamentação podem ser percebidos até mesmo na formação da face e da boca do bebê. De acordo com a coordenadora do curso de Odontologia da FPS, Manoela Figueira, o esforço realizado durante a sucção estimula naturalmente o desenvolvimento das estruturas faciais.

“A amamentação permite que a respiração e a deglutição ocorram de maneira adequada, favorecendo o crescimento fisiológico da face e reduzindo o risco de problemas como respiração bucal e má oclusão dentária”, explicou. Além disso, o aleitamento materno diminui a necessidade do uso precoce de bicos artificiais, hábito que pode interferir no desenvolvimento da arcada dentária.

Cuidado que começa no pré-natal e segue após o nascimento

Para que a amamentação aconteça de forma segura, o acompanhamento profissional é essencial. Nesse processo, a Enfermagem desempenha um papel decisivo desde a gestação até o pós-parto. A coordenadora do curso de Enfermagem da FPS, Cristina Figueira, explica que a equipe orienta sobre a pega correta, ajuda a prevenir dificuldades relacionadas à produção de leite e oferece suporte emocional às mães.

“Esse acompanhamento reduz o desmame precoce e fortalece a saúde da mãe e do bebê. A enfermagem educa, acolhe e salva vidas incentivando o aleitamento exclusivo até os seis meses. Amamentar é saúde, é vínculo e é cuidado”.

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CAFÉ COM BIROSCA EDIÇÃO 01 - 2026 LEITURA ESTIMADA: 7 MIN CONSULTORIA POLÍTICA & DESENVOLVIMENTO Jadson d'Pádua | Birosca Diretor Presidente & Especialista em Mentalismo EDITORIAL DE ABERTURA Bem-vindos à primeira edição da nossa coluna. No Café com Birosca, acreditamos que a política não começa nas urnas, mas na mente. Nesta estreia, convido você a refletir sobre o alicerce invisível que sustenta grandes lideranças: a mentalidade. Sirva-se de uma xícara e boa leitura. A Mentalidade é o Primeiro Passo: O Alicerce Invisível da Política uitos aspirantes à vida pública acreditam que a jornada começa com a filiação partidária, a formação de uma base eleitoral ou a contratação de uma equipe de marketing. No entanto, em meus anos de consultoria e estudo do comportamento humano através do mentalismo, aprendi uma verdade fundamental: a política começa muito antes, no silêncio da própria mente. Há um abismo colossal entre "querer estar na política" e estar "mentalmente preparado" para ela. O desejo é o combustível, mas a mentalidade é o motor. Sem um motor calibrado, o combustível apenas queima sem direção. Observo frequentemente indivíduos talentosos, com recursos e boas intenções, naufragarem antes mesmo de a campanha começar. O motivo? Fragilidade emocional e falta de autoconhecimento. A expertise que trazemos no Café com Birosca não é apenas sobre estratégias de voto, mas sobre a construção do ser humano por trás do candidato. O mentalismo aplicado à consultoria política nos permite identificar padrões de comportamento, crenças limitantes e gatilhos emocionais que podem ser fatais em um debate ou em uma crise de imagem. O autoconhecimento é a armadura do político moderno. Antes de se expor ao julgamento público — que é implacável e constante —, é preciso ter mapeado suas próprias vulnerabilidades. Quem não conhece suas sombras será dominado por elas diante das câmeras. Uma mente treinada não reage impulsivamente a provocações; ela responde estrategicamente. Essa é a diferença entre um amador e um estadista. Imagine um candidato que, ao ser atacado por um oponente, perde a compostura. Ali, não foi a falta de argumentos que o derrotou, mas a falta de controle mental. Por outro lado, observe as grandes figuras históricas. A resiliência, a capacidade de ler o ambiente e a empatia calculada são frutos de um trabalho interno rigoroso. A mente molda a postura, o tom de voz e até a microexpressão facial que transmite (ou destrói) a confiança. Para aqueles que buscam a reeleição, o desafio mental é outro: evitar a arrogância do poder e a cegueira de gabinete. É preciso manter a mente aberta e conectada às raízes que o elegeram, revisitando sua trajetória com humildade estratégica. Entrar na política sem preparar a mente é como navegar em mar aberto sem bússola. No Café com Birosca, nosso compromisso é oferecer não apenas o mapa, mas ensinar você a © 2026 Café com Birosca. Todos os direitos reservados.

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