Dia do glaucoma: doença silenciosa exige diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo

Especialistas do IOFV alertam para a importância da prevenção no Dia Nacional de Combate ao Glaucoma

O glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no Brasil e no mundo. Muitas vezes, evolui de forma silenciosa, sem apresentar sintomas nas fases iniciais. A doença é caracterizada, na maioria dos casos, pelo aumento da pressão intraocular, que pode causar danos progressivos ao nervo óptico. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental para preservar a visão.

DOENÇA “INVISÍVEL”

Aproximadamente 1,7 milhão de pessoas convivem com a doença, segundo último levantamento da Sociedade Brasileira de Glaucoma. Porém, 70% desse público desconhece o problema. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.

De acordo com o oftalmologista Fernando Ventura, especialista em glaucoma do Instituto de Olhos Fernando Ventura (IOFV), a prevenção é sempre o melhor caminho. “O grande desafio da doença é que ele não dá sinais claros no começo. Quando o paciente percebe alguma alteração, muitas vezes já houve perda significativa do campo visual”, explica. Ele destaca que consultas regulares ao oftalmologista são essenciais, especialmente para pessoas com histórico familiar da doença.

O também oftalmologista Alexandre Ventura reforça que o tratamento, embora não tenha cura, é eficaz no controle da doença. “Com o acompanhamento adequado, uso de colírios e, em alguns casos, intervenções cirúrgicas, conseguimos estabilizar o glaucoma e evitar a progressão da perda visual”, afirma. Segundo ele, a adesão ao tratamento é um dos pontos mais críticos, já que muitos pacientes abandonam o uso contínuo dos medicamentos.

GRUPOS DE RISCO

Já a médica Catarina Ventura chama atenção para os grupos de risco. “Pessoas acima dos 40 anos, diabéticos, com etnia africana, hipertensos e quem tem casos de glaucoma na família devem redobrar os cuidados. O rastreamento precoce pode fazer toda a diferença na qualidade de vida desses pacientes”, ressalta.

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS SINTOMAS DO GLAUCOMA, DE ACORDO COM FERNANDO VENTURA?

– Perda de visão periférica: a visão lateral enfraquece primeiro, evoluindo para a “visão em túnel”;

– Visão embaçada ou turva: pode ocorrer conforme a doença progride;

– Dificuldade de adaptação ao escuro: problemas para enxergar em ambientes com pouca luz;

– Sem dor inicial: a maioria dos casos não apresenta dor, o que mascara a doença;

– Dor intensa no olho ou testa: dor súbita e forte, muitas vezes acompanhada de náuseas e vômitos*;

– Olhos vermelhos e inchados*;

– Visão embaçada repentina*.

*os três últimos se referem ao Glaucoma Agudo, que é uma emergência para atuar, com medicamentos, ou procedimentos com laser e até cirurgia

DIA NACIONAL DE COMBATE AO GLAUCOMA

Em 26 de maio, há o alerta no Dia Nacional de Combate ao Glaucoma e dentro do mês é realizada a campanha do Maio Verde. Nesta data, reforça-se a importância de campanhas de conscientização para informar a população sobre a doença. Ou seja, é um momento estratégico para incentivar a realização de exames oftalmológicos e combater a desinformação.

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CAFÉ COM BIROSCA EDIÇÃO 01 - 2026 LEITURA ESTIMADA: 7 MIN CONSULTORIA POLÍTICA & DESENVOLVIMENTO Jadson d'Pádua | Birosca Diretor Presidente & Especialista em Mentalismo EDITORIAL DE ABERTURA Bem-vindos à primeira edição da nossa coluna. No Café com Birosca, acreditamos que a política não começa nas urnas, mas na mente. Nesta estreia, convido você a refletir sobre o alicerce invisível que sustenta grandes lideranças: a mentalidade. Sirva-se de uma xícara e boa leitura. A Mentalidade é o Primeiro Passo: O Alicerce Invisível da Política uitos aspirantes à vida pública acreditam que a jornada começa com a filiação partidária, a formação de uma base eleitoral ou a contratação de uma equipe de marketing. No entanto, em meus anos de consultoria e estudo do comportamento humano através do mentalismo, aprendi uma verdade fundamental: a política começa muito antes, no silêncio da própria mente. Há um abismo colossal entre "querer estar na política" e estar "mentalmente preparado" para ela. O desejo é o combustível, mas a mentalidade é o motor. Sem um motor calibrado, o combustível apenas queima sem direção. Observo frequentemente indivíduos talentosos, com recursos e boas intenções, naufragarem antes mesmo de a campanha começar. O motivo? Fragilidade emocional e falta de autoconhecimento. A expertise que trazemos no Café com Birosca não é apenas sobre estratégias de voto, mas sobre a construção do ser humano por trás do candidato. O mentalismo aplicado à consultoria política nos permite identificar padrões de comportamento, crenças limitantes e gatilhos emocionais que podem ser fatais em um debate ou em uma crise de imagem. O autoconhecimento é a armadura do político moderno. Antes de se expor ao julgamento público — que é implacável e constante —, é preciso ter mapeado suas próprias vulnerabilidades. Quem não conhece suas sombras será dominado por elas diante das câmeras. Uma mente treinada não reage impulsivamente a provocações; ela responde estrategicamente. Essa é a diferença entre um amador e um estadista. Imagine um candidato que, ao ser atacado por um oponente, perde a compostura. Ali, não foi a falta de argumentos que o derrotou, mas a falta de controle mental. Por outro lado, observe as grandes figuras históricas. A resiliência, a capacidade de ler o ambiente e a empatia calculada são frutos de um trabalho interno rigoroso. A mente molda a postura, o tom de voz e até a microexpressão facial que transmite (ou destrói) a confiança. Para aqueles que buscam a reeleição, o desafio mental é outro: evitar a arrogância do poder e a cegueira de gabinete. É preciso manter a mente aberta e conectada às raízes que o elegeram, revisitando sua trajetória com humildade estratégica. Entrar na política sem preparar a mente é como navegar em mar aberto sem bússola. No Café com Birosca, nosso compromisso é oferecer não apenas o mapa, mas ensinar você a © 2026 Café com Birosca. Todos os direitos reservados.

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